Como nada se cria tudo se copia, o título não é idéia minha; foi retirado do livro do Ric Jones, 'Memórias do Homem de Vidro'.
Sim, porque agora vejo claramente o quão medicalizado é a cultura brasileira, e nunca percebi antes. Como a palavra do médico nunca é questionada; como a revolução da informação pouco mexeu na nossa estrutura 'hierárquica'.
Os médicos podem se dar ao luxo de nunca se atualizarem e ainda serem vistos como autoridades máximas nos cuidados da gestante e criança. Palavra de médico é lei, mesmo que contrarie o bom senso, a sociedade brasileira de pediatria, a organização mundial de saúde, a unicef e o raio.
Como é que as pessoas não reparam que apenas porque o médico é legal/divertido, ele não possui a capacidade de conhecer em 20 minutos uma criança que os pais convivem dia-a-dia? Sem bola de cristal, claro.
As pessoas não lêem a bula?
Não é questão de se automedicar, a medicina estuda grandes patologias e etc; ninguém melhor que ele para ter melhor direcionamento das atitudes. Agora, questões comportamentais, nutricionais, emocionais, de sono, de amamentação, mil desculpas, mas eles não servem pra isso. Alguns se esforçaram e estudaram por fora, mas são minoria e é um 'plus a mais adicional': não estava na descrição do serviço.
Eu respeito médicos que se colocam em seus lugares: prestadores de serviços. Devem se atualizar; não são deuses, são pessoas que merecem o descanso dos justos. Não são responsáveis.
As crianças crescem bem com, sem ou apesar dos pediatras. E como li da Dr. Carla na GOBE, a medicina é a ciência das verdades temporárias. É uma questão de respeito se atualizar.
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