Matronas

O vídeo é em espanhol, legendas em inglês.
Vale a pena ver como essas crianças encaram o sexo, parto e amamentação.
Detalhe para ver como a dor do parto é encarada, e como as vocalizações são vistas.


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Dra Melania fala sobre o parto domiciliar

Eu sei que a maior parte de vocês já teve ter lido, mas essa mensagem da ruívissima e poderossísima Dra Melânia merece ser escrita em arial 80.

http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2010/02/palavras-de-uma-dra-que-atualiza-se.html

Leiam, leiam, leiam!

Notícia QUENTINHA, saída agora do twitter!
http://twitter.com/melamorim/status/9651348467
"Gente, a partir da próxima semana serei a mais nova colunista do Guia do Bebê. Aguardem!"
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Bater em criança é covardia. Crime perfeito.

Considero as mulheres que fazem cesáreas desnecessárias a pedido doidas de pedra: ou desinformadas, ou piradas. Considero as mulheres que não amamentam por frescura sem-noção, mesmo. Vá entender. 

Mas de todos os fatos, nada me arrasa mais em ver a banalidade da violência contra a criança: o bebê é abandonado ao próprio desespero, gritando e implorando por socorro. O pequeno toddler é soterrado de 'limites' inviáveis e fora da realidade. Desde sempre, apanham e são humilhados. 

E os pais falam com orgulho dos gritos, tapas e surras que ofertam a quem não sabe se defender. Que nojo!

Falam que é 'para ensinar', 'para seu bem'. Engraçado, os escravos tb apanhavam com a mesma desculpa: ah, são negros e burros, não aprenderiam de outra forma; tenho que pôr limites. As esposas tb apanhavam até pouco tempo, seu cérebro pequeno fazia com que só a violência funcionasse. 

Tenho dó dessas crianças. Mas talvez mais dó dessas pessoas que só conseguem ter autoridade na base do tapas. Se é para não ter trabalho, tivesse um aquário ou uma samambaia, e não um filho. 

Toodlers, os pequenos ogros

Para I. 

Já contei que estou lendo o 'The happiest toddler on the block', né? (Anne, ti adolo, viu! brigadu)
Não terminei ainda, e ainda não tenho muitas considerações (ainda). Falta prática. Voltarei a esse assunto.

A idéia do livro é genial. Perceba como seu toddler é parecido com um menino das cavernas: linguagem limitada, civilidade zero. Um ogro em minuatura. Enraivecido (o que é frequente), a mínima comunicação vai fazer turismo na Austrália.

Sim, agressividade é marca registrada das criancinhas. Uns mordem, outros puxam os cabelos, outros batem, outros empurram, jogam brinquedos, se jogam no chão. Birra? Não simplesmente, digo expressão de sentimentos estusiasticamente. Freneticamente. De quem não sabe se expressar de outro modo, de alguém que tem sentimentos colossais que explodem num corpo diminuto.

É uma fase, e como as demais temos que viver. E, podemos ter várias dicas de como lidar com essas situações e tentar prevení-las, mas vou dar dois conselhos importantíssimos: treine sua cara de alface, e não use agressão para corrigir agressividade. Não me venha com nhenhenhem, um toddler é ridiculamente mais fraco que um adulto, um adulto facilmente consegue conter a violência vinda da criança. BATER EM CRIANÇA É COVARDIA.

Ah, o mantra: 'ele só tem 1 ano, não consegue me deixar nervosa. Sou madura e adulta, centrada. Ele só tem 1 ano, só tem 1 ano'. Repita até a eficácia. Cole nos armários se precisar. Faça terapia, grite no travesseiro, chute o colchão, tenha um joão-bobo. Mas seu filho não é saco de pancada para descontar raiva.
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Uma mãe que nasce.

Algumas pessoas não gostam da alegoria, mas eu amo: uma mãe nasce. Sim, a maternidade TAMBÉM é uma construção cultural, também é influenciado pelos que os parentes acham, o que os velhinhos palpitam e o que os outros esperam de você. Mas mesmo assim, o processo de nascer mãe, é tão grande, tão importante, tão arrebatador, que é um parto. E num não-parto, o mãe nasce de outro jeito.

Não tenho nem dúvidas que a maior dificuldade na maternagem do primogênito foi me impôr. Sim, mãe fresca deve ser uma espécie de desastre ambulante, que requer que toda a sociedade a encha de palpites sem-noção não solicitados a fim que o bebê sobreviva. Vá entender.

Eu peitei muita gente. Ignorei, deixei entrar por um ouvido e sair por outro, fingir que iria seguir aquilo, ou dizer que o 'obstetra/pediatra/benzedeira/figura divina' disse que era errado, revidei. Fiz de tudo um pouco, na medida de intimidade, sem-noçãozisse ou insistência do interlocutor.

Temos que ser poderosas, aprender que 'diz-que' 'diz-que' dizem muita besteira. Tem que ter confiança no seu taco, e ter grupos de apoios para mães-doidas-quer-tem-parto e mães-malucas-que-amamentam podem ajudar. Sim, enfrentar desaforos, confiar que tudo está certo mesmo quando as pessoas tentam desesperadamente te convencer que você e seu filho são doentes, e você uma incapaz.

Não tem mãe que te ensine a 'cuidar de bebê': cada bebê é tão único, que dicas podem te dar mais tentativas, e só. Se você não decidir, não se impor, não será você que cuidará de seu filho, e sim ilustres desconhecidos e parentes: na melhor das intenções, diga-se de passagem. Mas não será você.

No parto, passamos de filha a mãe, é o ápice da gravidez. Com todas as responsabilidades, decisões, coragem e medo. Se enfrentar de verdade, sem ninguém que possa resolver por você. Nem médico, nem mãe, nem marido. O filho foi gestado por você, seu útero, sua vagina, seu corpo e mente lhe pertencem. E você será a fortaleza de alguém.

Parabéns a todas que nascem. Não é fácil nem indolor, mas profundamente perfeito.
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Perder a 'juventude'? Perder a 'vida'?

Algumas pessoas dizem que se 'perde a vida' depois de se ter filho.

Isso é uma meia verdade. Sua vida anterior realmente se perde, você ganha uma inteiramente nova e maravilhosa. Agora, suas vontades e hobbies são diluídos na rotina caótica, mas em compensação, seus dias terão um colorido.

Você descobrirá o prazer de dormir 4 horas seguidas, ou de comer um prato de comida quente com os dois braços livres. Saberá administrar melhor o tempo do que jamais conseguiu. Passará a ignorar problemas pequenos, pois afinal você não pode perder tempo com isso.

Aprenderá a amar e cuidar de uma criaturinha que lhe parece... tão indefesa. Será a estrela dourada de alguém. O conforto, o porto seguro.

Sua vida mudará de uma forma radical. A desconstrução da rotina é monumental, mas, em alguns meses, ela voltará a ter traços do que você era - sim, você era. Sua vida mudará e você nunca mais a quererá de volta como era.

Você mudará também para ser o modelo dos seus filhos. Há emoção até mesmo em se arrumar e descer as escadas. Sempre há o que fazer à noite, sempre há diversão e novidades. Você aprende a dar valor apenas ao que importa.

Não há nada mais completo. É desconstrução e reconstrução de conceitos e teorias, uma seguida da outra.

"Quando se tem filho, sua vida muda. E muda para sempre!"
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Diga NÃO ao desmame abrupto.

Algumas pessoas tem a idéia errônea que o melhor jeito de desmamar é colocar pimenta, losna, ruibarbo ou qualquer coisa desgostosa no peito. Ou então, desaparecer e deixar a criança sem o peito (e sem a mãe) por dias. Ou dizer que o seio está machucado.

Vou repassar um trechinho do texto que a Andréia Mortensen (moderadora das comunidades 'GVA' e da 'Soluções para noites sem choro') elaborou aqui no GVA. Dêem um pulo lá, está recheado de links e textos úteis.


Diante a tantos relatos de desmames abruptos e precoces que não resultam em melhoria no sono, pelo contrário (na comunidade ‘Soluções para noites sem choro’), resolvi agrupar informações sobre desmame abrupto e possíveis consequências para a mãe e a criança. Espero que sirvam para reflexões gerais na comunidade.

desmame abrupto é extremamente traumático para toda a família e isto infelizmente ainda é comum: algumas mães deixam de dar o peito de uma hora para outra, com soluções drásticas como dormir fora e deixar a criança aos cuidados de parentes, aplicar produtos desagradáveis nos seios para que a criança os rejeite pelo gosto ou ainda com mentiras, enganações e choques visuais, como exemplo usar um band aid nos seios e dizer a criança que estão machucados.

A amamentação é algo TÃO importante na vida da mãe e da criança, foi o início de comunicação entre mãe e filho, foi fonte de nutrição, de afeto e não deve terminar de uma maneira brusca, com artifícios, enganações, mentiras, fazendo com que a criança talvez se sinta culpada por ferir sua mãe. Essa é uma responsabilidade e culpa enormes que são transferidas para o filho no evento de um desmame repentino.

Quando perde o peito de repente, a criança se sente desolada, sofrendo uma perda, pode se sentir rejeitada pela mãe, gerando insegurança e muitas vezes rebeldia. A perda repentina do seio materno pode causar trauma emocional na criança, já que amamentação não é somente fonte de nutrição para o bebê, mas fonte de segurança e conforto emocional também. Não há absolutamente como explicar a um bebê que repentinamente não pode mamar mais.

Desmames abruptos não permitem que ambas partes físicas e emocionais de mãe e filho sejam trabalhadas gradualmente. Por outro lado, ao promover um desmame gradual pode-se compensar aos poucos outros tipos de atenção para compensar a perda do contato íntimo da amamentação.



Na mãe, o desmame abrupto pode resultar em ingurgitamento mamário, bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de tristeza ou depressão, por luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais. Depressão pode surgir por um decréscimo abrupto dos níveis hormonais maternos, portanto mães com história anterior de DPP devem especialmente atentar para as consequencias de um desmame abrupto.


O desmame deve ser natural, consensual, em acordo entre mãe-filho, isto é, haverá um tempo e um ritmo próprio, um período da vida da mãe e do filho em que ambos aprendem a dar e receber alimento, aconchego e a se comunicarem de uma maneira nova, que não com os seios. São portanto três elementos a serem considerados de grande importância na amamentação: nutrição, afeto e comunicação. Quando ambos três itens estão plenamento supridos sem a amamentação num processo de autonomia e maturidade vindo da criança, um desmame gradual pode ser promovido.

Em outras palavras, deve ser resultado de uma maturidade da criança e não uma imposição da mãe ou de outros familiares ou conhecidos, ou ainda médicos.

No segundo ano de vida a criança necessita de vários estímulos, brincar, cantar, dançar, adquire destrezas motoras, e começa o linguajar, que é uma forma poderosa de comunicação. Quando uma criança está em um ambiente seguro, rico em estímulos, recebe carinho e atenção também do pai, ela está mais apto ao desmame total com facilidade.


Em termos de desenvolvimento, um desmame antes de 2-3 anos é precoce, o bebê ainda precisa mamar, ainda está em processo de individualização, ainda está na fase oral, os benefícios são muitos, enquanto que a troca por objetos para saciar a necessidade oral não apresenta vantagem alguma.

As consequências para o cérebro em desenvolvimento de um bebê que é submetido a mudanças permanentes e abruptas, com interferência de estranhos, choro sem consolo, negação de afeto e as violência emocional podem ser drásticas.




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Pagar pelo parto?

Muitas pessoas afirmam que não tem o parto natural porque não tem como pagar. 

A questão financeira é muito relativa. O que a gente vê é gente que se acomoda, que se endividou comprando o quartinho inútil. Que nunca parou para pensar que talvez o nascimento do filho seja mais importante que o carrinho de 1k reais. Falam que o médico cobra caro, mas não vai atrás. Fala que o SUS só tem açougue, mas não quer ver casa de parto porque 'não tem médico'. Fica com preconceito com obtetrizes e enfermeiras obstetras porque 'não são médicas'. Não quer pagar por atendimento porque 'tem no plano'. Não quer fazer pré-natal a muitos Kms de casa. 

Não é muita restrição, não? O médico tem que ser do convênio, ser humanista, e atender pertinho. Será que parcelar, negociar não seria sempre uma possibilidade? Eu não acredito em falta de dinheiro, acredito em prioridades diferentes. E não vejo muitas coisas mais importantes para um bebê do que um nascimento respeitoso, um peito cheio de leite e muito colo. 

E hoje, eu sinceramente estou pensando nos planos de saúde. Será que eles não são injustos para todos? Será que eu não deveria abandoná-los? Evoluindo o pensamento...
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Frank ou cesárea?

Do meu texto Parto Anormal, sei que houveram vários comentários a respeito de 'melhor marcar logo a cesárea se não puder ter um domiciliar'.

Não é bem por aí. Cesárea é cirurgia: eu acho que deveria se chamar somente 'cirurgia de extração de feto' - que é o que ela é. Não tem cirurgia de extração de ciso, cirurgia para retirada do apêndice, retirada de parte do estômago?

Se você me perguntar, eu respondo: mil vezes o meu frank a uma cesárea. Por pior que tenha sido, eu me senti orgulhosa, poderosa de ter parido meu filho. Não é bolinho, não, eu fui lá e sozinha coloquei meu filho do mundo. Sabia que se tinha dado conta do parto, dava conta de cuidar do bebê.

Os hormônios facilitam a amamentação, facilitam a vida do bebezinho. Eu pude sentir a força da natureza, por mais que tenha lutado contra ela. Sabia que meu útero era capaz, sabia que não tinha uma cicatriz em meu útero, sabia que meu corpo entraria em trabalho de parto numa próxima gravidez.

Sabia que podia contar com minha força física e mental. Foi minha prova de fogo, e eu sobrevivi. Numa força tão grande que eu não imaginei que tivesse.

A frank me atravessou, me ensinou, e levei anos para perceber que não foram as contrações a parte dolorosa. Mas a cicatriz da alma? Essa foi embora. Por pior que tenha sido, o sentimento de vitória e superação depois do parto lava a sujeira, joga para debaixo do tapete.

Nunca, em tempo algum, pensei em fazer cesárea para os próximos filhos. Eu sou uma pessoa sensata, sei que a cirurgia tem mais riscos para os bebês do que o parto com analgesia.
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Uma referência no parto

Naoli explicou que adora assistir à partos onde os irmãos mais velhos estão presentes. A recepção do novo integrante, a paixão dos irmãos. Ela comentou que as crianças costumam não se assustar; na verdade, as crianças procuram uma referência. Alguém para se espelhar. E ela sempre tenta ser esse ponto focal, demonstrando que é natural e esperado.

Já perceberam que, se o bebê ou criança cai e vamos desesperados, eles se desesperam? Devem pensar assim 'poxa, se até minha mãe tá apavorada, é porque a coisa deve ser feia!'. Eles buscam em nós o guia de avaliação.  Nos partos também, é necessário esse porto para se refletir.

E eu pensei em como os adultos também precisam da referência. No parto, um evento 'desconhecido', a gente tem que se apoiar... provavelmente na doula. Enfermeiros e médicos não passam o envolvimento emocional que precisamos para este enlace, temos a impressão de impessoalidade.

Lembro de uma parturiente que contou que xingou muito durante o TP - o que não é comum, mas acontece, né. Diz ela que depois do parto o marido contou 'olha, eu achei muito esquisito, sabe. Mas as doulas estavam com uma cara tão normal que deduzi que isso acontecia sempre!'.

Que trivial. Todos ao redor pensam 'bom, se a doula está achando simples... então é simples'. É um ponto para se espelhar, uma maneira simples de avaliar a situação por uma experiência que não temos.

Por isso que insisto: para a esmagadora maioria das parturientes, ter uma doula é importante.

Trechinho do 'The happiest toddler on the block'

Where did your baby go? On day you're cadling a tiny newborn in your arms, all of the parenthood stretched ou int front of you. Then, before you know it, you're living with an all-new creature - cuter than ever, but suddenly opinionated, stubborn, and lightning fast. Welcome to toddlerhood!

Tradução livre:
Para onde foi seu bebê? Um dia você estava segurando um recém-nascido nos braços, com toda a maternidade se delineando à sua frente. E, antes que você possa reparar, você está vivendo com uma pequena e nova criaturinha - mais fofa do que nunca, mas inesperadamente teimosa, obstinada e muito veloz. Bem vinda ao mundo dos toddlers!
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Como fazer a criança parar de chupar o dedo?

http://saude.hsw.uol.com.br/como-fazer-uma-crianca-parar-de-chupar-o-dedo.htm

Mesmo sendo do 'How Stuff Work', gostei muito.
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Mentir a DPP, um bom truque

Isso é uma ótima dica. Não foi idéia minha, mas é genial (e no final da gravidez, crucial).

Minta a DPP. Descaradamente, coloque um mês pra frente; exceção só a equipe e marido, e grupos muito seletos.

Eu mesma adiei, mas foram muito poucos. A DPP era 26 de outubro, falava que nascia começo de novembro. Não adiantou muito, começo de outubro as pessoas ao meu redor estavam apavoradas porque eu ainda não tinha parido. Vá entender.

No final da gestação, estatisticamente você receberá uma meia dúzia de telefonemas todos os dias, perguntando se o bebê já nasceu. Todos 'extremamente preocupados', porque afinal o filho da vizinha da prima da manicure morreu porque 'passou do tempo'. E já devia ter nascido. E porque o cordão faz duzentas voltas. Porque você vai explodir e encher de estrias.

Recomendo mentir em um mês. Quem sabe você tenha menos interferências.
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