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Maternidade e feminismo

Já falei disso aqui e aqui.

Uma das coisas MAIS feministas que já fiz na minha vida foi virar mãe.
A gravidez, o parto e amamentação, toda a maternagem em si, me trouxeram uma visão que nunca imaginei. Todo o processo é intrinsecamente feminino, é o poder feminino, é a força de nós mesmas. Temos que nos redescobrir, descobrir uma força que nem sabíamos.

Precisamos lutar contra uma machismo absurdo de que somos defeituosas e não somos capazes de conceber ou gestar e parir, o machismo de que 'pariremos em dores', o machismo de que não conseguiremos amamentar, o machismo de que somos obrigadas a voltar a trabalhar imediatamente para servir AOS homens. O sistema médico de obstetra/hospital/pediatra decidindo tudo na vida do bebê tira toda e qualquer autonomia da mãe (e do pai). É um sistema em que mães inseguras são alimentadas por médicos e dotôres, para as decisões mais estúpidas e variadas.

O processo de aceitar seu corpo como perfeito, de aceitar que somos TÃO capazes quanto o corpo masculino, que temos todo o direito de nos deliciarmos com o bebê pequeno, que podemos amar imensamente é de um feminismo enorme.

Para mim, não amamentar para 'não cair os peitos', ou não ficar sendo 'parasitada', dar mamadeira pra ficar 'livre', deixar chorando pra 'acostumar' ou não quer ter parto normal para não 'sofrer' é tudo pensamento machista e/ou egoísta: porque o corpo feminino é defeituoso é precisa de ajuda da medicina ou da indústria de leites pra sermos 'iguais' aos homens.  Ser mãe é uma responsabilidade biológica maior que ser pai (na primeira infância), e isso não tem o que fazer.

O único motivo mais plausível é: não querer cuidar de crianças (dã!). Não dá pra ser mãe ou pai pela metade.
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Complicada e perfeitinha - O parto dos humanos

Há algum tempo escrevi uma série de posts sobre a teoria da evolução na nossa vida de mãe (primeira parte, segunda parte, terceira parte). E volto agora, inspirada por um artigo que li ontem mesmo.

Em algum lugar já li (desculpa, não lembro quem) que desde que nos levantamos (nos tornamos bípedes, com quadris mais estreitos e 'tortos' para o parto) e comemos o fruto do conhecimento (ficamos cabeçudos), temos problemas de parto.

O parto é o evento mais humano possível. Somos complicados, e perfeitos em cada uma de nossas imperfeições. Nada mais emblemático do que a necessidade de presença da parteira, para 'aparar menino' - mostra o quão humano é o evento, socialmente e culturalmente. Todos os detalhes, cada um dos itens mínimos da anatomia fazem toda a diferença para toda essa obra da natureza que se tornou nosso parto. O parto é um dos belíssimos exemplos de como a evolução vai ajeitando aresta por aresta, tornando de impossível ao dia-a-dia.

Falem o que quiser, mas analisando toda a história da gestação, parto, amamentação, é claro para mim que o peso da evolução humana foi carregado majoritariamente pelas mulheres. Eu me sinto honrada de ser uma descendente delas, as poderosas.

Com o parto mais complicado de todos os primatas, a gente merecia é muito mais respeito. A gente é foda. E tenho dito.

Parto em casa

Born at Home from Kat Small on Vimeo.


Minha doula repassou esse vídeo no facebook, e é lindo de verdade. Eu sei que as falas são em inglês, mas são tão poucas frases que não faz diferença saber ou não.
Mostra um parto em casa, do terceiro filho de uma moça. Doulas, parteira, filhos mais velhos, o pai, todos acompanhando e dando apoio à mãe.

Notem claramente como o corpo da mãe conduz o processo sozinho, com maestria. Notem que o trabalho de todas as outras pessoas é esperar, é amparar. O corpo, sozinho, faz tudo - e essa é a parte mágica.
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Ativismo menstrual

Essa reportagem é antiga, mas acho que vale a lida. Pra mim, menstruação tem tudo a ver com gravidez, feminilidade e parto.



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Carta Aberta a José Serra

Já viram a carta aberta que a Parto do Princípio fez? Vale a pena ler e divulgar.

http://guiadobebe.uol.com.br/parto/carta_aberta_a_jose_serra.htm
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Enquete para parideiras!

Teve filho por parto normal?

Vota aqui perfavore?

http://www.enquetes.com.br/popenquete.asp?id=920608
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Naoli novamente em Curitiba

http://partonobrasil.blogspot.com/2010/04/naoli-vinaver-em-curitibapr.html
http://www.anaueteino.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=64&Itemid=87

Para quem perdeu da última vez, faça um esforço e vá desta vez.
A mulher é poderosa, linda, maravilhosa, magnânima e necessária!

Vale muito a pena, só os relatos dos partos, os vídeos, as histórias...
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O que fazer quando mulher grávida se assusta?

Zilhões de pessoas digitam isso no google.

O que fazer quando mulher grávida se assusta?
O que fazer quando gestante se assusta?
Resposta:

1) Se enforque num pé de couve.
2) Compra uma caixa de bombom pra ela (se ela puder comer).
3) Dá um pacote de fraldas.
4) Tenha um xilique.
5) Dê qualquer palpite idiota.

Gestante pode se assustar?


Resposta:
1) Sim. Principalmente se você não pentear seu cabelo antes de falar com ela.
2) Ao que parece, gestantes continuam humanas. Logo, é possível que se assustem.
3) Não. A lei estadual 12313/2010 impede que gestantes se assustem

Na verdade, estou com um projeto de lei para proibir que histórias de terror sobre gravidez e parto sejam contadas às gestantes. Apavorar a gestante é uma #putafaltadesacanagem.

Gente. Se susto induzisse trabalho de parto, eu teria ido no TREM FANTASMA ao invés de cogitar uma indução. Susto para soluço, no máximo.

A carnificina das maternidades brasileiras - Simone G. Diniz

Algumas pessoas não imaginam a violência sexual pela qual muitas mulheres passam numa maternidade. Acho que o artigo a seguir (indicado pela parto no brasil) dá uma clara noção.

http://www.mulheres.org.br/rhm1/revista1/80-91.pdf
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Colunistas do Guia do Bebê

Agora o guia do bebê conta com duas colunistas MARAVILHOSAS! Acompanhem:
Por  Melânia Amorim , temos já Parto na água e Parto em casa.

Por Andréia Mortensen, temos A natureza do sono do bebê. Não percam essas duas de vista, vale a leitura completa.
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Descrições das cesáreas e partos

Quando a cesárea é boa, foi 'tranquilíssima', 'rapidíssima', 'sem dor'.
Quando o parto é bom, foi 'maravilhoso', 'empoderador', 'transformador', 'emocionante', 'sensacional', 'inacreditável'.

Compara, vai.
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Direito ao acompanhante no parto

Ao se internar na maternidade mais próxima, cheia de contrações, parturiente é informada que tem que tirar suas roupas, brincos, anéis e qualquer rastro de identidade que eventualmente quissesse levar.

Já vai apavorada, mas agora irá passar por uma sequência bizarra de intervenções de caráter duvidoso, como explico aqui.  E terá que enfrentar tudo sozinha, sem apoio emocional ou qualquer pessoa que conheça ao seu lado. Quisera eu fosse uma ficção, mas é isso mesmo que acontece hoje. Pior, há uma lei com quase 5 anos de idade que garante o direito de acompanhante à escolha da parturiente durante todo o processo.

Essa lei é ignorada. Se alguma parturiente pergunta, as maternidades falam que não possuem espaço, ou não possuem separação entre os leitos - anos a fio. Dizem que somente mulheres podem entrar, ou que então obrigatoriamente tem que ser o pai da criança. Afirmam que só podem entrar segundos antes do parto, ou que os pais são 'frescos' e não suportariam. Ou que os acompanhantes só atrapalham, que é um ato médico e não um circo.

Se você acha bobeira, pense em sentir medo, pavor de morrer, uma dor frequente, uma fragilidade imensa, e ainda ter enfermeiras lhe falando que é bobeira. Ou não ter uma mão amiga e palavras de conforto.
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Direito ao acompanhante no parto: Mulheres denunciam ao Ministério Público descumprimento da lei

http://www.partodoprincipio.com.br/conteudo.php?src=release_Lei_do_acompanhante&ext=html




Eu sei que estou ausente, mas leiam esse texto. É super importante.

Em 2005 fui impedida de ter qualquer acompanhante no TP e parto. Alegaram que o hospital não havia se adequado, que as parturientes ficavam todas juntas.

Em verdade vos digo que o mesmo hospital, 5 anos depois, ainda não conseguiu 'se adequar'.

A lei é SISTEMATICAMENTE ignorada. Mulheres são desrespeitadas de todas as maneiras, inclusive em seu direito básico de ter apoio emocional. Leiam e denunciem.

Matronas

O vídeo é em espanhol, legendas em inglês.
Vale a pena ver como essas crianças encaram o sexo, parto e amamentação.
Detalhe para ver como a dor do parto é encarada, e como as vocalizações são vistas.


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Dra Melania fala sobre o parto domiciliar

Eu sei que a maior parte de vocês já teve ter lido, mas essa mensagem da ruívissima e poderossísima Dra Melânia merece ser escrita em arial 80.

http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2010/02/palavras-de-uma-dra-que-atualiza-se.html

Leiam, leiam, leiam!

Notícia QUENTINHA, saída agora do twitter!
http://twitter.com/melamorim/status/9651348467
"Gente, a partir da próxima semana serei a mais nova colunista do Guia do Bebê. Aguardem!"
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Uma mãe que nasce.

Algumas pessoas não gostam da alegoria, mas eu amo: uma mãe nasce. Sim, a maternidade TAMBÉM é uma construção cultural, também é influenciado pelos que os parentes acham, o que os velhinhos palpitam e o que os outros esperam de você. Mas mesmo assim, o processo de nascer mãe, é tão grande, tão importante, tão arrebatador, que é um parto. E num não-parto, o mãe nasce de outro jeito.

Não tenho nem dúvidas que a maior dificuldade na maternagem do primogênito foi me impôr. Sim, mãe fresca deve ser uma espécie de desastre ambulante, que requer que toda a sociedade a encha de palpites sem-noção não solicitados a fim que o bebê sobreviva. Vá entender.

Eu peitei muita gente. Ignorei, deixei entrar por um ouvido e sair por outro, fingir que iria seguir aquilo, ou dizer que o 'obstetra/pediatra/benzedeira/figura divina' disse que era errado, revidei. Fiz de tudo um pouco, na medida de intimidade, sem-noçãozisse ou insistência do interlocutor.

Temos que ser poderosas, aprender que 'diz-que' 'diz-que' dizem muita besteira. Tem que ter confiança no seu taco, e ter grupos de apoios para mães-doidas-quer-tem-parto e mães-malucas-que-amamentam podem ajudar. Sim, enfrentar desaforos, confiar que tudo está certo mesmo quando as pessoas tentam desesperadamente te convencer que você e seu filho são doentes, e você uma incapaz.

Não tem mãe que te ensine a 'cuidar de bebê': cada bebê é tão único, que dicas podem te dar mais tentativas, e só. Se você não decidir, não se impor, não será você que cuidará de seu filho, e sim ilustres desconhecidos e parentes: na melhor das intenções, diga-se de passagem. Mas não será você.

No parto, passamos de filha a mãe, é o ápice da gravidez. Com todas as responsabilidades, decisões, coragem e medo. Se enfrentar de verdade, sem ninguém que possa resolver por você. Nem médico, nem mãe, nem marido. O filho foi gestado por você, seu útero, sua vagina, seu corpo e mente lhe pertencem. E você será a fortaleza de alguém.

Parabéns a todas que nascem. Não é fácil nem indolor, mas profundamente perfeito.
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Pagar pelo parto?

Muitas pessoas afirmam que não tem o parto natural porque não tem como pagar. 

A questão financeira é muito relativa. O que a gente vê é gente que se acomoda, que se endividou comprando o quartinho inútil. Que nunca parou para pensar que talvez o nascimento do filho seja mais importante que o carrinho de 1k reais. Falam que o médico cobra caro, mas não vai atrás. Fala que o SUS só tem açougue, mas não quer ver casa de parto porque 'não tem médico'. Fica com preconceito com obtetrizes e enfermeiras obstetras porque 'não são médicas'. Não quer pagar por atendimento porque 'tem no plano'. Não quer fazer pré-natal a muitos Kms de casa. 

Não é muita restrição, não? O médico tem que ser do convênio, ser humanista, e atender pertinho. Será que parcelar, negociar não seria sempre uma possibilidade? Eu não acredito em falta de dinheiro, acredito em prioridades diferentes. E não vejo muitas coisas mais importantes para um bebê do que um nascimento respeitoso, um peito cheio de leite e muito colo. 

E hoje, eu sinceramente estou pensando nos planos de saúde. Será que eles não são injustos para todos? Será que eu não deveria abandoná-los? Evoluindo o pensamento...
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Frank ou cesárea?

Do meu texto Parto Anormal, sei que houveram vários comentários a respeito de 'melhor marcar logo a cesárea se não puder ter um domiciliar'.

Não é bem por aí. Cesárea é cirurgia: eu acho que deveria se chamar somente 'cirurgia de extração de feto' - que é o que ela é. Não tem cirurgia de extração de ciso, cirurgia para retirada do apêndice, retirada de parte do estômago?

Se você me perguntar, eu respondo: mil vezes o meu frank a uma cesárea. Por pior que tenha sido, eu me senti orgulhosa, poderosa de ter parido meu filho. Não é bolinho, não, eu fui lá e sozinha coloquei meu filho do mundo. Sabia que se tinha dado conta do parto, dava conta de cuidar do bebê.

Os hormônios facilitam a amamentação, facilitam a vida do bebezinho. Eu pude sentir a força da natureza, por mais que tenha lutado contra ela. Sabia que meu útero era capaz, sabia que não tinha uma cicatriz em meu útero, sabia que meu corpo entraria em trabalho de parto numa próxima gravidez.

Sabia que podia contar com minha força física e mental. Foi minha prova de fogo, e eu sobrevivi. Numa força tão grande que eu não imaginei que tivesse.

A frank me atravessou, me ensinou, e levei anos para perceber que não foram as contrações a parte dolorosa. Mas a cicatriz da alma? Essa foi embora. Por pior que tenha sido, o sentimento de vitória e superação depois do parto lava a sujeira, joga para debaixo do tapete.

Nunca, em tempo algum, pensei em fazer cesárea para os próximos filhos. Eu sou uma pessoa sensata, sei que a cirurgia tem mais riscos para os bebês do que o parto com analgesia.
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Uma referência no parto

Naoli explicou que adora assistir à partos onde os irmãos mais velhos estão presentes. A recepção do novo integrante, a paixão dos irmãos. Ela comentou que as crianças costumam não se assustar; na verdade, as crianças procuram uma referência. Alguém para se espelhar. E ela sempre tenta ser esse ponto focal, demonstrando que é natural e esperado.

Já perceberam que, se o bebê ou criança cai e vamos desesperados, eles se desesperam? Devem pensar assim 'poxa, se até minha mãe tá apavorada, é porque a coisa deve ser feia!'. Eles buscam em nós o guia de avaliação.  Nos partos também, é necessário esse porto para se refletir.

E eu pensei em como os adultos também precisam da referência. No parto, um evento 'desconhecido', a gente tem que se apoiar... provavelmente na doula. Enfermeiros e médicos não passam o envolvimento emocional que precisamos para este enlace, temos a impressão de impessoalidade.

Lembro de uma parturiente que contou que xingou muito durante o TP - o que não é comum, mas acontece, né. Diz ela que depois do parto o marido contou 'olha, eu achei muito esquisito, sabe. Mas as doulas estavam com uma cara tão normal que deduzi que isso acontecia sempre!'.

Que trivial. Todos ao redor pensam 'bom, se a doula está achando simples... então é simples'. É um ponto para se espelhar, uma maneira simples de avaliar a situação por uma experiência que não temos.

Por isso que insisto: para a esmagadora maioria das parturientes, ter uma doula é importante.
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Mentir a DPP, um bom truque

Isso é uma ótima dica. Não foi idéia minha, mas é genial (e no final da gravidez, crucial).

Minta a DPP. Descaradamente, coloque um mês pra frente; exceção só a equipe e marido, e grupos muito seletos.

Eu mesma adiei, mas foram muito poucos. A DPP era 26 de outubro, falava que nascia começo de novembro. Não adiantou muito, começo de outubro as pessoas ao meu redor estavam apavoradas porque eu ainda não tinha parido. Vá entender.

No final da gestação, estatisticamente você receberá uma meia dúzia de telefonemas todos os dias, perguntando se o bebê já nasceu. Todos 'extremamente preocupados', porque afinal o filho da vizinha da prima da manicure morreu porque 'passou do tempo'. E já devia ter nascido. E porque o cordão faz duzentas voltas. Porque você vai explodir e encher de estrias.

Recomendo mentir em um mês. Quem sabe você tenha menos interferências.
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