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Vídeos bacaninhas de educação

Nós fomos feitos pra aprender (em inglês, sem legendas)
As escolas acabam com a criatividade?

Tecnologia pra mudar educação?

Bebês e aprendizado
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Saber ouvir 'não'

Eu não sei jogar muitas coisas. Video-game é uma delas. Outra é o joguinho do sim-ou-não. Você fala 'não' querendo dizer 'sim', torcendo para que o interlocutor insista e esqueça o seu 'não' - viceversa, versavice. Tudo muito complexo, elaborado, e tri embaralhado, desisto 3 dias antes de conseguir começar.

E que no meu mundinho, 'sim' e 'não' são palavras binárias. E são sempre respostas plausíveis para perguntas. Exemplos práticos:

'Quer ajuda?'
'Quer mais macarrão?'

Perguntas que enfim, podem e devem ser feitas à crianças. Crianças, por conta de sua comunicação e habilidades sociais diferenciadas, não vão conseguir expressar seus sentimentos em forma de palavras. Logo, manda a boa educação que você, a pessoa equilibrada, madura e sensata da relação pergunte. Às vezes a gente, na pressa e na falta de costume, esquece. Mas faça um esforço, vale a pena. 

'Você quer que eu amarre o seu tênis?'
'Você quer que eu corte a carne?'
'Você quer ajuda para montar o quebra-cabeças?'
'Posso te pegar no colo?'
'Posso te abraçar/beijar?'

E mais importante do que perguntar (afinal, uma criança AINDA é uma pessoa), é aceitar a resposta. 

Não é não. Aceite. Se você NÃO consegue lidar com um 'não', acho melhor você ir se tratar. Insistir quando a criança já falou 'não' é falta de educação, perda de tempo e um desserviço à educação emocional da criança. 
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Crianças que crescem (!)

Gente, a constatação beira o absurdo, mas é verdade. As crianças crescem.

Gabriel nasceu assim, um bebê que não dormia. E nasci eu mãe, já com pezinho fora da matrix, já sem medo de confiar no meu taco. Foi um bebê que relutava, relutava, relutava a dormir. Eu me neguei permanentemente a deixá-lo chorar, mas foram meses complicados. Provavelmente por conta da falta das sonecas, ele não mamava o suficiente e por recomendação da pediatra - que afinal era o único recurso mais perto de minimamente acreditar em mim - introduzimos uns copos de LA com mucilon por dia.

Era um bebê que não negava comida. Qualquer coisa ia pra dentro, sem diferenciação. Provavelmente minha inexperiência com greves de mamá fez com que eu acreditasse que a amamentação tinha chegado ao fim muito precocemente, até porque o LA era dado em copo e não mamadeira.
Levou praticamente 12 meses para ter dentes. Andou antes de ter dentes - o que não impedia nem de comer milho. Sempre fui uma mãe preguiçosa, larguei as papinhas pouco antes dos 9 meses. Com 12 meses, a crise da separação pegou pesado, e qualquer desconhecido que lhe dirigisse a palavra era sumariamente bombardeado com berros.

Eu me formei quando Gabriel tinha 2 anos; na festa de formatura, podíamos ouvir ele falando: 'mamãe? papai?'. Nesta idade, e até mais de 5 anos, ainda gostava do cochilinho da tarde. Mas inevitavelmente acordava a noite até uns 4 anos, mas ensinamos a não chorar e ir direto para minha cama.

Gabriel aos 2 anos era o ogrinho padrão. Gostava de bater, bagunçar, se jogava eventualmente no chão, birras, etc. Destemido, adorava brincadeiras 'perigosas'. Nesses últimos 4 anos, a personalidade dele toda aflorou. Com 3 anos, ele já ficou um menino 'medroso'. Não gosta de brincadeiras exuberantes, tem medo de altura, medo de levar bolada, medo de tudo. Eu não sei exatamente quando ou porquê aconteceu isso, até porque sempre incentivei todas as 'artes' de criança. Ainda vamos ter que trabalhar bastante com isso. Ele é um menino que fala, fala, fala e fala, mas que surpresa, ele é reservado. Então, de alguma maneira ele consegue ser tímido e ao mesmo tempo gosta de falar, mas com pessoas que ele sente confiança. A alfabetização dele, como eu imaginei, ocorreu tranquila e sem nenhum problema. Hoje ele faz questão de agradar os amigos, de trocar brinquedos, de ser aceito, de participar. Mas não de coisas que envolvam perigos físicos rs. Tem uma habilidade para joguinhos que ganham de mim umas 10x.
Desde os 3 ou 4 anos é bem mais seletivo para comida. Escolhe os ingredientes que gosta e que não gosta.

Leonardo também nasceu um bebê que não dormia. Mas eu já estava vacinada e soube lidar melhor. Com 3 anos, já não quer tirar o sono da tarde. Mamou até 2 anos e alguma coisa, e o desmame ocorreu de forma tal que levei mais de uma semana para perceber.
Até os dois anos, Leonardo parecia ser uma cópia de personalidade de Gabriel. Mas Leo, aos 3, é destemido ainda, não tem medo de altura nem perigo (e nem noção). Aliás, usualmente Leonardo faz coisas que Gabriel tem medo, e acaba que Gabriel faz para não ficar para 'trás'. Ainda tem a língua enrolada e boa parte do tempo as sentenças dele são em leonardês. E ele fala bastante. Mesmo com os 12 meses, ele nunca se assustou com estranhos. Nunca se importou que estranhos mexam com ele, falem com ele. Acha graça, o danadinho. E desde que o irmão esteja por perto, não tem medo nenhum de correr até sair de nossa vista.

Para quem conhece os dois agora, parecem duas crianças de personalidade tão distintas que nem parecem irmãos. Mas é engraçado perceber que eram tão parecidos quando pequenos. E que parece que Leonardo tem mantido essas características por mais tempo.
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Mamadeira

Para M.

Usualmente eu não sou do tipo que 'acusa' complemento, porque sei exatamente que o calo aperta, que estamos sensíveis, que tudo conspira para que não consigamos amamentar. Não acuso, não acuso *mesmo* quem oferece complemento, embora que
complemento é usado como desculpa e salvação para tudo pelos médicos. Mas um problema de cada vez, né? E não vou entrar no mérito do leite artificial vs leite natural, esse tá todo mundo careca de saber.

Olha, para usar o adjetivo 'demoníaca' eu teria que acreditar em 'demônio'. Por esta definição, não, a mamadeira não é demoníaca. Ela simplesmente tem uma dúzia de contras e nenhum a favor. Oh, wait!

Vou aqui fazer uma simples comparação entre oferecer líquidos (incluindo leite artificial) em mamadeira comparados com outros métodos.


Contras:
- Bebês tendem a desaprender a sugar o seio, porque a sucção é diferente (mas PARECIDA!)
- Bebês tendem a não querer mais empregar força.
- Bebês enchem o estômago de algo que não é leite materno.
- A posição favorece otites.
- A sucção piora a arcada, atrapalha o desenvolvimento orofacial.
- A criança 'vicia' em sugar, sugando muito mais que o necessário.
- A criança começa a depender emocionalmente do objeto.
- Crianças maiores começam a gostar de assistir TV ou ir dormir com o leite na boca, causando cáries.

Gente, NUNCA vi uma criança de 3 ou 4 anos que dependa do copinho para ir dormir. Ou que só tome leite no copo com rosca. Nunca vi ter que fazer trocas de natal ou na casa da bruxa pra criancinha largar o copinho.
Mamadeira por outro lado...

A favor:

- Todo mundo ganha umas 5 na gravidez.
- O bebê consegue usar sozinho (Ai carai!)
- São mais 'práticas', ninguém tem medo de dar (uiuiuiui). Detalhe, né, que ninguém lembra que tem que insistir pro bebê aprender a pegar mamadeira e chupeta... E medo de dar mamadeira ninguém tem.


Mamadeira desmama SIM! Piora a pega, desestimula a produção, e tudo o mais. Mamadeira nunca deveria ser opção de quem pretende continuar amamentando (1 ou 2 vezes por dia, que seja). Se não aconteceu com teu filho, que bom. Ou já pensou que PODE ter ocorrido alguma coisa, que apenas não conseguimos perceber que houve sim um desvio que poderia ser evitado?

Estatística é assim, a gente olha os fatos, analisa qual o nosso lado mais provável e jogamos a sorte.
Se crianças que usam mamadeira tem mais chance de ter otite, rinite/problemas respiratórios, problemas ortodônticos, além da dependência psicológica do objeto... por que é que eu vou usar??? Mesmo que todos os artigos estejam errados, que os artigos de fonoaudiólogos/pediatras/dentistas/etc estejam com o viés errado, vale ainda pelo esforço de ter que tirar depois?


É ruim, é péssima. E não sou eu que digo isso:

Artigos:
http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0124-00642007000200004
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0021-75572006000200002&script=sci_arttext
http://www.jped.com.br/conteudo/06-82-05-395/port_print.htm
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0021-75572006000200002&script=sci_arttext


Tópicos do GVA:

http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?cmm=52101&tid=5475181539656891205
http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?cmm=52101&tid=2552037067270817991
http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?cmm=52101&tid=5515320031979371510
http://www.orkut.com/Main#CommMsgs?cmm=52101&tid=5518294408490594521


http://mamadeiranuncamais.blogspot.com/
http://mamadeiranuncamais.blogspot.com/2010/12/dai-o-que-substituiria-mamadeira.html
http://mamadeiranuncamais.blogspot.com/2011/01/o-bebe-que-e-alimentado-por-mamadeira.html

Parto em casa

Born at Home from Kat Small on Vimeo.


Minha doula repassou esse vídeo no facebook, e é lindo de verdade. Eu sei que as falas são em inglês, mas são tão poucas frases que não faz diferença saber ou não.
Mostra um parto em casa, do terceiro filho de uma moça. Doulas, parteira, filhos mais velhos, o pai, todos acompanhando e dando apoio à mãe.

Notem claramente como o corpo da mãe conduz o processo sozinho, com maestria. Notem que o trabalho de todas as outras pessoas é esperar, é amparar. O corpo, sozinho, faz tudo - e essa é a parte mágica.
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Informação demais, privacidade de menos.

Eu sou uma menina de grandes planos. Como sempre digo, tenho planos dignos dos meus vinte e poucos anos, planos de uma vida toda.

Mas simplesmente não vejo necessidade de sair anunciando aos 4 ventos meu próximo passo. Não que eu me envergonhe, não que eu seja fechada ou 'independente': eu simplesmente não vejo motivo.

Quando resolvemos sair da casa de minha mãe, precisava ter aviso prévio? Pra que, para deixá-la preocupada de antemão, uma coisa que não estava bem definida ainda? Quando resolvemos ter mais um filho, de que me adiantariam todos os milhares de conselhos contra? Minha mãe não sabe onde é a escola dos meninos, não sabe quando vou no pediatra, não sabe o peso deles, não sabe o calendário de vacinações. Não avisei quando entrei em trabalho de parto, não preciso de mamãe pra ir no ginecologista, no pediatra e nem na hora do sexo. Já cresci, né, gente, não preciso mais de babá. Simplesmente minha família NÃO decide onde morarei, nem o que comerei, nem sobre a minha vida sexual. Seria um absurdo, uma invasão tentarem tomar esta decisão por mim.

Se eu quiser mudar de casa, de escola, de emprego, até de marido (rs), preciso ficar alardeando? É uma coisa tão íntima que não me vejo compartilhando com família e cia, deixando-me a mercê de palpites não solicitados e não bem-vindos.

Eu não sei bem pra onde estou indo. Na verdade, não me importo porque estou  curtindo demais essa minha vida!
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Já falei que amo minha vida?

Hoje, eu tô num ponto que eu digo assim: cara, eu AMO a minha vida. É simplesmente uma vida maravilhosa, espetacular. Não é que ela não 'possa melhorar', ela VAI melhorar na medida que eu precisar, sabe?

Tenho dois meninos lindos, inteligentes e saudáveis. Dão um trabalho inacreditável, não param um minutinho, transformam tudo numa loucura, mas não troco aqueles sorrisinhos por nada. É, de vez em quando a gente briga, a gente se esquenta, a gente quer silêncio, a gente precisa dormir, a gente precisa comer - mas tudo vale a pena até o fim dos tempos.

Tenho um casamento legal e saudável. Uma meia dúzia de amigos virtuais, uns outros reais, que me encontro eventualmente. Tenho um trabalho massa. Cansa, às vezes se estressa com cliente, tem que acordar cedo, mas... eu tô nele porque quero. Se eu odiasse tanto, trocava. É legal resolver problemas, ser útil, ser reconhecida, ajudar.

Moro num lugar bacana. Não é grande, mas eu também não tenho muitos móveis. Tudo na minha casa é tremendamente simples e 'clean', comporta muito bem uma família de 4 pessoas. Minha casa está invariavelmente uma zona, mas quer saber? Tá tudo ótimo. Arrumar a casa não está mais alta na minha prioridade que me divertir.

Tenho os bens que preciso. Hoje, posso me dar ao luxo de me planejar para comprar o que precisamos e até o que desejamos. Posso ir numa livraria, almoçar no shopping e não me sinto culpada. Tenho uma vida financeira confortável para meu padrão de vida.

Não tenho diarista, carro é antigo, ainda não tenho casa própria, tô sem câmera fotográfica, sem notebook. Mas... e daí? Isso não determina nem de longe a minha felicidade. Minha vida é, ainda sim, maravilhosa. E essas coisas eu logo logo consigo.
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Texto 'I won’t ask you why you didn’t breastfeed'

Em inglês. 
http://networkedblogs.com/5o2je
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Grupo Cria

Vocês já viram que delícia essa iniciativa?

http://www.grupocria.com.br/

http://www.grupocria.com.br/index.php/ajude-a-divulgar/imagens/




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A inebriente maternagem

Dica também da parto no brasil, na veja saiu Meu bebê é um vício, um texto delicioso de ler (pra vcs verem que de vez em quando até a veja acerta).

Um espetáculo a parte.

As pessoas costumam comparar o fato de ter um bebê aos primeiros dias de um namoro, o que faz sentido até certo ponto. Mas a fixação física e o anseio pelo bebê são muito mais intensos. Com que frequência num namoro você se vê literalmente às lágrimas porque ficou longe de um homem durante três horas? Imagino que uma metáfora melhor seria a dependência química.

A carnificina das maternidades brasileiras - Simone G. Diniz

Algumas pessoas não imaginam a violência sexual pela qual muitas mulheres passam numa maternidade. Acho que o artigo a seguir (indicado pela parto no brasil) dá uma clara noção.

http://www.mulheres.org.br/rhm1/revista1/80-91.pdf
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Homens, carros e mulheres

(Estive sumida, eu sei. ;)  )

**Este é um post ácido e chulo. Tirem as crianças, cardíacos e ofendidos da frente do monitor. Sabe como é, evito TPM mantendo-me sempre irritada. **

Coisa que me irrita nessa vida é um machismo disfarçado de piada. Sei que isso não parece ter a ver com a maternidade, mas tem tudo a ver com a criação de nossos meninos e meninas.

Pérolas: 'vou comprar carro para arranjar mulher'. Dileto palhaço (como diz um blog conhecido), tu é burro pra caralho. Que espécie de 'mulher' tu espera arranjar por conta de um automóvel tosco? Que espécie de consideração ou companheirismo quer? Depois, é traído por qualquer outro playboy com o carro do ano e diz que ELA é vagabunda - que espécie mesmo de relacionamento você espera baseado em um CARRO?

Então vamos colocar os termos em dinheiros. Você quer SEXO, ok? Com o dinheiro do carro, manutenção, gasolina você contrata profissionais do sexo - a sua escolha! Comprar um carro para conseguir sexo é uma falácia, por sinal uma idiotice sem tamanho. Fora que, com as mulheres 'convencionais' vc terá que pagar o cinema, a balada, o boteca, o jantar, fingir de romântico... - espera o que, que a mulher que se pegou o carro (bem material) vai ficar satisfeita de apenas andar nesse troço?
Afinal, cada um busca o que quiser num relacionamento. Se você escolhe ser o paga-lanche da menina, quem sou eu para me ofender por seus gastos?

'Mulher só sabe gastar', 'mulher compra só futilidade'. Quer saber, metade da população do mundo NÃO É MULHER. Não gosta de mulher, vai casar com uma A TROCO DE QUE, ô fofolete? Pra ter sexo, não precisa casar faz algumas décadas, sabia?

[Aliás, tem um blog amável chamado Eu dou para Idiotas, e Patypharia descreveu com precisão a doença masculina 'SPP' - a síndrome do Pinto Pequeno (Parte 1 e Parte 2). Tenho certeza que uma boa porção da necessidade dos homens por 'carro grande', 'TV grande' é completamente descrita por essa recém-relatada síndrome psicológica. ]
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Uma mãe que nasce.

Algumas pessoas não gostam da alegoria, mas eu amo: uma mãe nasce. Sim, a maternidade TAMBÉM é uma construção cultural, também é influenciado pelos que os parentes acham, o que os velhinhos palpitam e o que os outros esperam de você. Mas mesmo assim, o processo de nascer mãe, é tão grande, tão importante, tão arrebatador, que é um parto. E num não-parto, o mãe nasce de outro jeito.

Não tenho nem dúvidas que a maior dificuldade na maternagem do primogênito foi me impôr. Sim, mãe fresca deve ser uma espécie de desastre ambulante, que requer que toda a sociedade a encha de palpites sem-noção não solicitados a fim que o bebê sobreviva. Vá entender.

Eu peitei muita gente. Ignorei, deixei entrar por um ouvido e sair por outro, fingir que iria seguir aquilo, ou dizer que o 'obstetra/pediatra/benzedeira/figura divina' disse que era errado, revidei. Fiz de tudo um pouco, na medida de intimidade, sem-noçãozisse ou insistência do interlocutor.

Temos que ser poderosas, aprender que 'diz-que' 'diz-que' dizem muita besteira. Tem que ter confiança no seu taco, e ter grupos de apoios para mães-doidas-quer-tem-parto e mães-malucas-que-amamentam podem ajudar. Sim, enfrentar desaforos, confiar que tudo está certo mesmo quando as pessoas tentam desesperadamente te convencer que você e seu filho são doentes, e você uma incapaz.

Não tem mãe que te ensine a 'cuidar de bebê': cada bebê é tão único, que dicas podem te dar mais tentativas, e só. Se você não decidir, não se impor, não será você que cuidará de seu filho, e sim ilustres desconhecidos e parentes: na melhor das intenções, diga-se de passagem. Mas não será você.

No parto, passamos de filha a mãe, é o ápice da gravidez. Com todas as responsabilidades, decisões, coragem e medo. Se enfrentar de verdade, sem ninguém que possa resolver por você. Nem médico, nem mãe, nem marido. O filho foi gestado por você, seu útero, sua vagina, seu corpo e mente lhe pertencem. E você será a fortaleza de alguém.

Parabéns a todas que nascem. Não é fácil nem indolor, mas profundamente perfeito.
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Brinquedos eletrônicos

Eu tenho algumas regras para comprar brinquedos: eu não compro nada que custe tão caro a ponto de doer os olhos se o brinquedo for lançado contra a parede. Quando as brincadeiras eventualmente se tornam mais agressivas, só aviso que se quebrar não haverá outro no lugar.

Por isso, os brinquedos eletrônicos são quase inexistentes. Regra geral é que eles ganham robôs e outros brinquedos de botões, brincam dois-três dias e ... cansam! Deixam encostados, ou mesmo acabam a pilha junto com o interesse.

Se quebra rápido, gasta pilha, faz barulho chato, eles desistem rápido e é caro.. qual a vantagem???


P.S - O nenê ganhou uns bem legais (e resistentes) esses tempos, que dependendo das ações fazem sons diferentes, e esses até que eles curtem. É esse e esse. Ok que eles brincam sempre de maneiras 'criativas', mas os dois estão aí firmes e fortes!
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Referências para Cuidados do Bebê


Comunidades no Orkut

Grupo Virtual de Amamentação - Não existe grupo melhor para amamentação!

Soluções para noites sem choro - melhor comunidade para questões de sonecas e sono

Pediatria radical - para outras questões que não sono nem amamentação tem um histórico maravilhoso.


Lista de Discussão

BestBaby - Não participo, mas sempre indicam.


Livros


Vocês podem ler uns trechinhos de alguns textos aqui.

O Bebê Mais Feliz do Pedaço - Harvey Karp
Soluções para noites sem choro - Elizabeth Pantley
Criando Bebês - Howard Chilton 
Our babies, ourselves - Meredith Small
Besame Mucho - Carlos Gonzalez
My child won´t eat- Carlos Gonzalez
The science of parenting - Margot Sunderland
The Baby Book - Sears

Mais alguma dica? ;)
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Parto Humanizado - Mulheres na Gazeta TV

Linda reportagem! Com enfermeira obstetra, sling, dois bebês amamentados, banho de balde... !






Parto Anormal - 'Parindo em Hospital'

A linguagem é meio chula, mas chorei de rir! por Lu Moretto

Arrumei uma tática maravilhosa para fazer marido entender que parto normal em hospital que não entende NADA de humanizado não é o melhor lugar para se ter um filho.

Ele não entendia porque eu fazia questão de um parto domiciliar até que eu resolvi chutar o balde ! rs...

Eu já tinha falado, tentado explicar ao menos o que sabia sobre episiotomia, períneo, ocitocina ...ele ficava com aquele olhar de: "Tá e ai, Tá e ai" mas no fundo eu sabia que ele não tava entendendo nada. Então resolvi falar a língua dos homens rs...

Começei explicando a episiotomia:
- Imagina que você está com dor, MUITA dor de barriga aquela coxada fenomenal, não dá nem pra andar direito você morrendo de vontade de ir no banheiro cagar, fazer força e cagar mesmo.
De repente chega um médico e fala pra você ficar quietinho, olha bravo pra você e pede pra você deitar na maca e você fala: Não ! Eu quero ficar agachado e o médico diz, paizinho ! Vê se obedeçe.
Ai você deita meio que sem nem saber como na tal maca.
Logo ao deitar você sente aquela puta coxada de novo e o médico aproveita esse momento ( que seria uma contração ) e enfia o dedão no teu cú para poder ver se você tá dilatando ou não. E olha não é um dedinho só não viu...
Ai ele olha pra sua cara e fala: Shiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii vai demorar.
Enfermeira dá mais laxante pra ele ( ocitocina )
Ai a enfermeira vem e te fura...mas você já está com dor mas ela quer que você sinta mais...e mais. Afinal a coisa tem que andar ué...

Aí você começa a se contorcer igual um frango que está sendo depenado. Aquilo dói 3 vezes mais do que você pode suportar.. E aí é obvio que você grita...chora, esperneia, pensa que vai morrer, pensa como é DURO estar ali, você queria sair correndo mas ninguém vai deixar e você começa a se arrepender amargamente de ter ido ao hospital só para poder cagar.
Passado algumas horas você já está sem força alguma, entregue, depenado quando o médico entra e enfia o dedão de novo...
Ao que ele olha para sua cara TODO feliz: Ok temos 10cm vamos lá vamos tirar essa bosta do seu cu...
E aí ele pede pra você fazer força, força força paizinho, tú não queria cagar ?
E vai você empurrar de um lado, empurra de outro...até devaneia pensando que poderia estar dormindo nessa hora de TÃO cansado que você já está...Só que para não te ver sofrer tanto o médico decide fazer uma episiotomia. A principio você está tão delibitado, estraçalhado que nem se importa mais...está na gota. Ai o médico vem com um bisturí e corta metade do seu pinto até o teu cu...e mais força, mais força...e a bosta sai...

Puxa que alívio...que bostinha linda. Finalmente depois de tanto sofrimento.

Ok, é hora de catar os caquinhos.
Você está igual um frangão assado numa maca e o medico ainda precisa te costurar porque o rasgão foi feio. Na certa antes de ir embora ele vai pedir pra você marcar uma consulta tão logo seja possivel para poder fazer uma plástica em tudo aquilo.
É cagar não é fácil não...
Sem a ajuda dele do grande médico você obviamente NÃO conseguiria cagar.
E ai você vai todo costurado para um quarto esperar sua bostinha chegar.
Recebe visitas, vem todo mundo olhar o lindo cocô que você foi capaz de parir.

E você está lá...deitado, sem força, dopado...com os peitos ardendo. Costurado.
Você foi violentado, não foi respeitado, foi mutilado. Mas ninguém quer saber disso, todo mundo só quer ver a bostinha que você conseguiu ter.

E você pensa: NUNCA MAIS VOU CAGAR NA VIDA...

Só que aí passado uns 3 anos você engravida de novo...e lembra de TUDO aquilo que passou.
Você vai querer cagar no hospital de novo, ou vai querer sentar no seu vaso em casa e fazer as coisas do SEU jeito ?

Gente, a cara de espanto foi tamanha ! rs...que finalmente acho que consegui convencê-lo de que PARIR é a mesma coisa de CAGAR é FISIOLÓGICO, NATURAL.

Essa história é QUASE verídica. Eu incrementei um pouco é claro...mas que pode valer para alguns maridos pode não pode ? rs....

Desculpem os termos chulos. Foi só para tentar ilustrar para um homem o que seria parir no hospital.
E olha que esse final foi ainda MAIS feliz, do que acabar em cesárea. Mas fica pra outro dia essa dica...

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Parto Anormal

O que a gente tem hoje nas maternidades é uma crueldade e violência sexual institucionalizada, não são partos. 


Você chega, e é obrigada a tirar sua roupa para usar uma camisola que deixa sua bunda de fora - afinal, sua bunda é pública e você não se importa se todos os desconhecidos virem suas celulites! Você vai de cadeira de rodas como se fosse uma inválida para a sala de pré-parto: não importa se todas as mulheres sabem que a dor da contração é terrível sentada numa cadeira e pior ainda deitada. Raspam seus pêlos pubianos e fazem lavagem intestinal para provar que podem fazer o que quiser com seu corpo.


Você deixou todos os seus pertences, óculos, sapatos. Afinal, seus germes devem ser terríveis, e a roupa do hospital te salvará. Umas três pessoas diferentes já mexeram na suas partes baixas. Você será impedida de comer ou beber até o bebê nascer (umas 12 horas, mais ou menos), mesmo que haja recomendações da OMS do contrário. 


Você será convencida a ficar deitada numa maca, com as pernas abertas para qualquer médico que passar por ali enfiar os dedos em você: afinal, sua vagina é um vaso de água benta, né. Você fica sozinha, já que afinal você tem que ser forte e aguentar a dor e a vulnerabilidade do parto sem acompanhante. Não pode gritar, gemer, soluçar, sob penas de ouvir que 'na hora de fazer estava bom' ou 'teve filho porque quis'. Olhares de desprezo das enfermeiras, porque houve 'sujeira' e frescura. O parto é teu castigo por ser pobre, por ser mulher, por estar grávida. 


E vem o 'sorinho' e ruptura artificial da bolsa, sem uma indicação clara. O soro que trás contrações fortíssimas, doloridíssimas. 'Mãezinha, não levanta senão seu bebê pode morrer'. Tem um monitor de batimentos cardíacos na sua barriga verificando o tempo todo se o seu filho não morreu ainda, porque o útero é muito perigoso. Você não é dona de seu corpo, os médicos decidem para você qual a posição que seu corpo tem que ficar e que procedimentos sem indicação médica você tem que passar. Tua vagina, teu útero não te pertencem. 



Ah, mas eles podem dar a solução para a dor. Eles enfiam uma agulha na sua coluna com analgésico. E você agradece, né, porque afinal AS CONTRAÇÕES que doem. Não foi a humilhação de ter sido manipulada por um sem-número de mãos, de ter sido destratada, de não ter solidariedade, de não ter carinho. O soro, ficar deitada não tem nada a ver, né!


Uma hora eles DECIDEM que você deve empurrar - é, deitada e AMARRADA, com as pernas bem abertas para qualquer um passar atrás e ver. Sim, porque o médico tem mais poder do que seu útero, ele que decide a hora que seu corpo deve trabalhar. (Pense em evacuar deitada. Com todos olhando e falando 'mais força. mais. mais força'.) Mas não tem problema, porque ele vai colocar mais soro, algum médico/enfermeira vai empurrar a sua barriga como se você fosse uma pasta de dente, e ah! o médico vai cortar a sua vagina com uma tesoura sem te avisar. Se você ainda não fizer a força do jeito que eles querem, eles arrancam a criança com o forceps. Deixam vc ficar com ela uns 5 minutos, e te devolvem depois de umas 6 horas. 









Agora, pense que você está num ambiente sem parentes, amedrontada. Fragilizada como se estivesse na maior TPM adolê do mundo (vezes 500). Apavorada com as mulheres gritando e sendo tratadas como cadelas. Um parto frank.  




Compare com ficar em casa. No silêncio ou com seu CD preferido. Dançando, dormindo, de pé, na bola, na banheira ou no chuveiro - o tempo que você quiser, na posição que quiser, pelada ou com suas roupas. Com pessoas que demonstram confiança, que sabem que você é uma mulher poderosa, que está parindo. Pessoas que te admiram. O médico/parteira pede seu consentimento para cada vez que faz toque ou escuta o coração. Você recebe massagens se quiser, na sua cama, no seu banheiro, na sua sala. Sua comida, sua roupa, sua música, seu marido, seu cachorro. 


Você pode gritar, você pode xingar, pode chorar. E todos vão lhe apoiar, pois sabem que o parto é um trabalho. 
O parto é seu, o corpo é seu, o filho é seu, as outras pessoas estão ali só para lhe dar apoio. 


Tem como comparar? 
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Televisão - Parte 2

Já escrevi uma vez aqui sobre a minha falta de TV em casa. Continuo na mesma opinião e convicção: não há nada nessa vida que um computador não substitua com folga uma TV. Nunca busquei muitas informações, mas esse artigo do HSW é interessante. Tem esse aqui também.

Ok. Eu ainda não acho, digamos, TÃO ruim um bebê exposto de vez em quando à programas infantis bem feitos. Um dia ou outro, se o bebê assiste, vá lá. Agora, novela e jornal nacional??? Só tem violência, roubo, e erotização precoce. Não presta pra criança nenhuma, nem com 1 ano nem com 8. Não tem dessas de 'ah, mas eu estou do lado e eu explico que é errado'. Uma criança antes dos 7~8 anos está incorporando valores, tomando para si a representação do externo - o que você não explicar na hora, se torna um parâmetro a ser repetido.

Responda: como é que evitaremos assistir qualquer coisa 'de adulto' tendo uma TV em casa? Eu não saberia fazê-lo.

E pra você que diz que 'odeia TV', o que vc está fazendo com o aparelho em casa??? Doa, vende, se desfaça. Ganha tempo para blogar, twittar, orkutear, cuidar dos filhos, ler um pouco e ainda por cima youtubar.
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Dormindo com bebês

Um texto bem antigo, mas interessante sobre cama compartilhada.

http://colunas.g1.com.br/espiral/2008/12/19/dormindo-com-bebes/

Tem também a discussão na Soluções.
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