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Parto em casa

Born at Home from Kat Small on Vimeo.


Minha doula repassou esse vídeo no facebook, e é lindo de verdade. Eu sei que as falas são em inglês, mas são tão poucas frases que não faz diferença saber ou não.
Mostra um parto em casa, do terceiro filho de uma moça. Doulas, parteira, filhos mais velhos, o pai, todos acompanhando e dando apoio à mãe.

Notem claramente como o corpo da mãe conduz o processo sozinho, com maestria. Notem que o trabalho de todas as outras pessoas é esperar, é amparar. O corpo, sozinho, faz tudo - e essa é a parte mágica.
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Doencinhas

Já escrevi sobre isso muito bem aqui:
http://mamaecintia.blogspot.com/2009/12/quem-tem-medo-de-febre.html

Sabe que eu tenho uma sorte absurda de grande com meus filhos. Sob nenhuma hipótese posso dizer que tem algum 'problema de saúde', alguma doença crônica ou relacionado. Quer dizer, eles parecem ótimos pra mim, até mesmo pro pediatra.

Não saberia viver de outro jeito, mas a vida pra mim é simples demais. Eu tenho muito pouco tempo nessa vida para ficar me preocupando com coisa pouca. Não que eu pulo de alegria quando meus filhos adoecem, mas é um fato pra mim tão normal quanto fazer dormir, limpar fralda suja ou lavar a roupa. Tem dias que eles dormem mal, tem dias que estão mal-humorados, tem dias que estão gripados. Uai, vou fazer o que, chorar? Ir no pronto-socorro 'ver o que é'? Como se EU fosse no pronto-socorro a cada gripe, a cada cocô amolecido. Por que o pânico de criança doente??? Acham o que, que vai 'piorar' só porque.. sei lá, a otoridade-o-médico não encostou na criança? Ou acham que médico tem bola de cristal e adivinha o futuro?

Não entendo esse mecanismo. Alguém vai no médico porque está com dor de cabeça naquele dia? Torcicolo? Não, porque sabemos que nosso corpo tem uma capacidade boa de recuperação. E porque não damos a chance para nossos filhos se curarem? É claro que qualquer doença pode piorar, mas... entrar com duzentos remédios contra sintomas não vai impedir nada.

Tenho que a impressão que 95% dos problemas da vida se resolvem magicamente espontaneamente em menos de 3 dias. E infelizmente, médicos não contam com tarot ou runas para decidir porque seu filho chora de madrugada ou espirra. Médicos carecem de sintomas decentes.
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Carta Aberta a José Serra

Já viram a carta aberta que a Parto do Princípio fez? Vale a pena ler e divulgar.

http://guiadobebe.uol.com.br/parto/carta_aberta_a_jose_serra.htm
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A angústia da separação ou crise dos oito meses

Tradução de um trecho do capítulo O Choro e as Separações do livro The Science of Parenting de Margot Sunderland. Esse livro foi premiado em 2007 pela Academia Britânica de Medicina como o melhor livro de medicina popular. Não é um simples livro de conselhos para pais, mas sim um livro que, baseado em mais de 800 experimentos científicos, explica o que a ciência nos diz sobre como os diferentes tipos de criação afetam os nossos filhos.


Quando o bebê chega aos seis ou oito meses de idade, começa a operar a angústia da separação que, geralmente, continua a se manifestar de uma forma ou outra até os cinco anos. Em breve o bebê começa a sentir pânico quando não vê sua mãe. É preciso levar a sério a intensidade dos seus sentimentos. A mãe é o seu mundo, é tudo para o bebê, representa sua segurança.

Um pouco de compreensão

O bebê não está “chatinho” nem “grudento”. O sistema de angústia da separação, localizado no cérebro inferior está geneticamente programado para ser hipersensível. Nos primeiros estágios da evolução era muito perigoso que o bebê estivesse longe da sua mãe e, se não chorasse para alertar seus pais do seu paradeiro, não conseguiria sobreviver. O desenvolvimento dos lóbulos frontais inibe naturalmente esse sistema e, como adultos, aprendemos a controlá-lo com distrações cognitivas.

Se você não está, como ele sabe que você não foi embora para sempre?

Você não pode explicar que vai voltar logo, porque os centros verbais do seu cérebro ainda não funcionam. Quando ele aprender a engatinhar, deixe-o segui-la por todas as partes. Sim, até ao banheiro.
Livrar-se dele ou deixá-lo no cercadinho não só é muito cruel, também pode produzir efeitos adversos permanentes. Ele pode sentir pânico, o que significa um aumento importante e perigoso das substâncias estressantes no seu cérebro.



Isso pode resultar em uma hipersensibilização do seu sistema de medo, o que lhe afetará na sua vida adulta, causando fobias, obsessões ou comportamentos de isolamento temeroso. Pouco a pouco, ele vai sentir-se mais seguro da sua presença na casa, principalmente quando comece a falar.

separação aflige as crianças tanto quanto a dor física

Quando o bebê sofre pela ausência dos seus pais, no seu cérebro ativam-se as mesmas zonas que quando sofre uma dor física. Ou seja, a linguagem da perda é idêntica à linguagem da dor. Não tem sentido aliviar as dores físicas, como um corte no joelho e não consolar as dores emocionais, como a angústia da separação. Mas, tristemente, é isso o que fazem muitos pais. Não conseguem aceitar que a dor emocional de seu filho é tão real como a física. Essa é uma verdade neurobiológica que todos deveríamos respeitar.

Às vezes, impulsamos nossos filhos a ser independentes antes do tempo

Nossas decisões como padres podem empurrar nossos filhos a uma separação prematura. Um exemplo seria enviá-los a um internato (1) pequenos demais. As crianças de oito anos ainda podem ser hipersensíveis à angústia da separação e ter muita dificuldade em passar longos períodos de tempo longe dos seus pais. Sua dor emocional deve ser levada a sério. O Sistema GABA do cérebro é sensível âs mais sensíveis mudanças do seu entorno, como a separação de seus pais. Estudos relacionam aseparação a pouca idade com alterações desse sistema anti-ansiedade.

As separações de curto prazo são prejudiciais

Alguns estudos detectaram alterações a longo prazo do eixo HPA do cérebro infantil devido a separações curtas, quando a criança fica aos cuidados de uma pessoa desconhecida. Esse sistema de resposta ao estresse é fundamental para nossa capacidade de enfrentar bem o estresse na vida adulta. É muito vulnerável aos efeitos adversos do estresse prematuro. Os estudos com mamíferos superiores revelam que os bebês separados de suas mães deixam de chorar para entrar num estado depressivo.

Param de brincar com os amigos e ignoram os objetos do quarto. À hora de dormir há mais choro e agitação. Se a separação continuava, o estado de auto-absorção do filho se agravava e lhe conduzia à letargia e a uma depressão mais profunda. 

Pesquisas realizadas nos anos setenta demonstraram que alguns bebês cuidados por pessoas desconhecidas durante vários dias entravam em um estado de luto sofriam de um trauma que continuava a afligir-lhes anos depois. Os bebês estudados estavam sob os cuidados de adultos bem intencionados ou em creches residenciais durante alguns dias. Seus pais iam visitá-los, mas basicamente, estavam em mãos de adultos que eles não conheciam.
Um menino que se viu separado de sua mãe durante onze dias deixou de comer, chorava sem parar e se jogava ao chão desesperado. Passados seis anos, ele ainda estava ressentido com sua mãe. Os pesquisadores observaram a inúmeras crianças que haviam sido separadas de seus pais durante vários dias e se encontravam em estado de ansiedade permanente. Muitos passavam horas imóveis, olhando a porta pela qual havia saído sua mãe. Aquele estudo, em grande parte gravado em filme, mudou no mundo inteiro a atitude em relação às crianças que visitam suas mães no hospital.

Mas, não é bom o estresse?

Algumas pessoas justificam sua decisão de deixar o bebê desconsolado como uma forma de “inoculação de estresse”. O que significa apresentar ao bebê situações moderadamente estressantes para que aprenda a lidar com a tensão. Aqueles que afirmam que os bebês que choram por um prolongado período de tempo só sofre um estresse moderado estão enganando a si mesmos.

(1) Nota da tradutora: a autora é inglesa e o sistema de internato é muito comum no Reino Unido.


Originalmente postado na PR
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A dentista que desafia o autismo

Achei muito bonito.

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI153883-15257,00-A+DENTISTA+QUE+DESAFIA+O+AUTISMO.html
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Enquete para parideiras!

Teve filho por parto normal?

Vota aqui perfavore?

http://www.enquetes.com.br/popenquete.asp?id=920608
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Uma mentirinha 'boba'

Não sou do tipo que gosta de remédio, mas hoje decidi que a infecção urinária merecia um antibiótico. A gente vai se acostumando com o nosso corpo, sabe das particularidades, e não ignora sintomas. 

(Lembram que meu caçula tem 20 e amamenta, né?)

Não seria possível marcar com GO com tanta urgência, na verdade prefiro ir a um pronto-atendimento e não atrapalhar a agenda. 
E aí? Doente, encarar médico que não sabe bulhufas de amamentação? Levar discursinho de OMS, 2 anos de amamentação e de brinde ouvir pérolas que tem que desmamar? Não, sorry, não é dia de discutir. 

Na hora do exame, falei bem claro: eu amamento. Assim, sem dúvidas, reticências ou poréns, eu amamento e aceite. Ele precisaria saber se eram muitas mamadas ou poucas, o dia todo ou algumas horas, bem a pergunta seguinte 'que idade ele tem?'. 'É pequeno'. 'Meses?' 'Meses' (são 20, uai, vai discutir?). 'Amamentação exclusiva?' 'Não, poucas mamadas por dia, umas 3 ou 4'. 

Bom, ele ia dizer o que? Sugerir desmamar um bebê de 'meses'? Pensou, pensou e falou X. Pra mim tá bom, para você não? 

Recomendo. Gasto meu latim com quem tem chance de melhorar. 
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Texto 'I won’t ask you why you didn’t breastfeed'

Em inglês. 
http://networkedblogs.com/5o2je

A carnificina das maternidades brasileiras - Simone G. Diniz

Algumas pessoas não imaginam a violência sexual pela qual muitas mulheres passam numa maternidade. Acho que o artigo a seguir (indicado pela parto no brasil) dá uma clara noção.

http://www.mulheres.org.br/rhm1/revista1/80-91.pdf
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Ah, as menas!

A gente vive esbarrando com elas. Numa discussão sobre a supremacia do leite humano para filhotes humanos, na valorização do parto ativo e natural como resgate da segurança/plenitude da mulher e bebê, sempre vem a pérola:

'Ah, mas ninguém é menos mãe por ter feito cesárea blablabla, porque eu precisei, prq minha filha tava com 200Kgs intra-utero, trezentas voltas de cordão, blablabla'
'Vocês acham que são mais mãe só porque amamentam a criança com 12 anos e arriscam a vida em parto natural'

E quem foi a criatura DESMIOLADA que falou uma sandice dessas? Tá, tá bom, quem é que insinuou uma besteira dessas? Arriscar a vida, pedro bó, oi???? 

Simplesmente, ficar nessa de que 'menas main' é furada, via de nascimento NÃO é mãezímetro - vai dizer o que, que mãe adotiva é uma mãe péssima??? Só que os filhos merecem no mínimo nosso melhor - no mínimo. Aprendemos a colocar algumas coisas na balança, postergar planos, modificar outros. E por isso, existem algumas 'desculpas' que não entendo: lista prática de motivo-pra-cesárea -> o que falar para seu filho quando ele tiver 15 anos. 

1) cesárea-com-manicure-pra-ficar-bonita-na-foto? Pro vovô assistir?  'ai, filho, mamãe não quis esperar o parto normal que seria melhor para você porque queria ficar bonita na foto da maternidade'. 
2) cesárea para não ter estria?  'filhinho, mamãe sabia que era melhor para vc nascer de parto normal, mas a barriga da mamãe lisinha era mais importante que o eventual risco de vc ficar na UTI uns diazinhos'. 
3) Não quis amamentar pro peito não 'cair'? 'Filho, meus peitos eram muito mais importantes para mim do que a eventual melhora na sua saúde'. 
4) Ficou com medo da periquita? Medo do parto, da dor? 'Filho, mamãe teve você de cesárea porque não achei que valia a pena tentar encarar meus medos profundos.'


Sim, existem uma grande quantidade de cesáreas/desmames por idolatria aos médicos, por pressão da família/amigos, por falta de apoio. Porém, essas mães não terão dificuldade nenhuma de explicar isso para seus filhos. 

Façam isso. Qualquer decisão, pensem em como explicar isso para seu filho. É interessante ver o resultado. 
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Colunistas do Guia do Bebê

Agora o guia do bebê conta com duas colunistas MARAVILHOSAS! Acompanhem:
Por  Melânia Amorim , temos já Parto na água e Parto em casa.

Por Andréia Mortensen, temos A natureza do sono do bebê. Não percam essas duas de vista, vale a leitura completa.
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Nem sempre é fome!

Eu tô meio cansada dessa coisa de deduzir que todo choro persistente é fome.

O bebê é tratado como um enorme sistema digestório: se chora, é fome, gases, cólicas intestinais. No bebê amamentado então, onde não se vê o leite 'entrando', não dou 3 minutos para aparecer uma santa alma tentando te ajudar: dá mucilon, dá NAN, teu leite é fraco, vc tem pouco leite, teu leite secou.

Quando eu não era mãe, achava que as pós-maternidade tinham um dom superior de adivinhar o que os bebês sentiam pelo choro. Ah, uma sede (água na mamadeira), fome (leite com mucilon na mamadeira) e pronto, chupeta, bebê quieto. Mal sabia eu que mamadeira e chupeta são mascaradores de necessidades reais.

O fato é, depois de alguns poucos meses é possível identificar a maior parte das vezes necessidades, mas apenas de seu PRÓPRIO bebê. Mas haverão vezes em que não faremos idéia do que a bolinha chorona precisa e, enfim, esses dias passarão.

Mas, se seu filho chora mais do se espera, acorda já chorando, verifique a quantidade de sonecas. Bebês com sono e cansados choram, choram, choram, e pasmém, dormem pessimamente. Antes de acreditar que o leite do peito 'acabou' ou que é pouco, verifique se o bebê dorme o suficiente. Qualquer coisa, passem na Soluções.

Bebê que dorme pouco pode até mamar 'mal' e engordar pouco. Agora, tascar uma mamadeira de NAN só vai fazer seu filho ficar estufado e desmaiar para fazer essa digestão. Não é porque a mamadeira 'resolveu' que o problema era fome!
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Plástica e amamentação

Para E.



Se eu só pudesse escolher um adjetivo para seu caso eu diria: emblemático.


A maior parte das mulheres que vemos hoje - na nossa sociedade - tem problemas na amamentação. Por problemas eu digo uma greve de mamá do bebê, um choro (a cuidadora acredita) de 'fome', peito 'vazio', bebê que não engorda que nem um bezerro, bebê que não consegue pegar corretamente, mastite.


Eu acredito sim que algumas mulheres de fato devem ter algum problema físico, mas... hoje, olhando no balaio, a gente quase pode ver os erros se repetindo continuamente. Amamentação É um truque de confiança. Somos treinadas para ver como 'normal' dar mamadeira, não querer amamentar. Mitos como 'leite fraco' ou 'pouco leite' ou 'não consegue amamentar'. Somos acostumadas ao fato que somos defeituosas.


Um parto é mais fácil de conseguir que amamentação exclusiva 6 meses, e amamentação até 2 anos. Um parto pode ter sorte, pode ser 'o parto do ano' daquele médico. Os 10%, lembra? Agora amamentação é necessário muita força de vontade e autoafirmação. Força para acreditar que o peito é o suficiente, que produz o tempo todo, a cada vez que é sugado. Que sempre é possível produzir mais leite com indução adequada. Que seu filho não é magro, que não está doente, que você não é irresponsável. Que um 'cházinho' ou 'mucilon' faz sim mal.


Vai ouvir um monte de idiotices meses a fio. Passará por dias que se perguntará se aquilo está certo, por que o bebê chora, será fome? Sim, haverão dias que tudo parece perdido, e um ombro amigo faz uma diferença abissal.


E por que digo tudo isso? Amamentação não é trivial. É verdade que as as cirurgias plásticas nos seios (até onde sei, a técnica empregada até uns 15 anos atrás principalmente) podem até causar problema na saída do leite, mas para mim também tem sido acusadas sem muitas provas. Afinal, para que tentar descobrir e ajudar de fato a amamentação se a plástica pode ser usada como bode expiatório? Amamentação é 80% cérebro e 20% peito.


E vamos dizer que a tua plástica de algum modo danificou de fato os dutos ou a saída do leite. Então, durante os primeiros dias, você poderá extrair leite, usar o kit de relactação e verificar a quantidade de LM produzida. É, paciência, calma, e muita assistência. Mas para tudo nessa vida dá-se um jeito, né? Se eventualmente (se se se se) for necessário complementar, dar o complemento na mamadeira é o caminho mais rápido para o desmame precoce.

Recomendo a você dar um pulo lá no GVA. Sei que a moderadora Andréia fez mamoplastia e teve duas amamentações super bem sucedidas. Dicas dicas e dicas, certamente ela te ajudará ;)

A amável gestação

Para C.



Tem umas pessoas sem noção nessa vida. Ou com amnésia seletiva. E eu amo falar sobre mais variados sintomas da gestação - as pessoas evitam falar, e as gestantes se sentem únicas. Já descrevi que gravidez é uma coleção bizarra de sintomas aleatórios. Fiz uma pequena relação do que já vi:


Salivação excessiva ou diminuída, enjôo, náusea,  estômago 'apertado', gases, arrotos, prisão de ventre, hemorróidas, fomes 'repentinas' e instantâneas, vontade de comer coisas cítricas, gosto 'ferroso' na boca, azia, aumento ou diminuição do apetite, mudanças nos gostos alimentares (depois do nascimento, ainda podemos passar meses odiando certos cheiros). Micção em 'gotinhas', candidíase, infecção urinária, cólicas uterinas, aumento ou diminuição da libido, aumento da lubrificação vaginal, varizes vulvares, seios produzirem colostro, escurecimento da auréola do seio, seios inchados. Tontura, queda de pressão, diminuição da imunidade,  dor nas costas, nas costelas, sono (muuuuuito sono) ou insônia, fraquezas, dor de cabeça, inchaço,  olfato aguçado, irritabilidade, pre-disposição a chorar (rs), formigamento nas mãos, cãimbras, dificuldade de respirar, cansaço, maior ou menos sensibilidade à dor.

E ainda por cima a grávida pode ficar mais distraída, esquecida, desligada. Dizem por aí que os neurônios migram todos para a placenta, vá saber.


Isso que nem entrei nos detalhes dos dias pré-nascimento, que incluem vontade de faxinar, ansiedade, medo, diarréia, vômitos e a saída do tampão mucoso do colo do útero (numa quantidade meio absurda, diga-se de passagem). A bolsa d'água tb não é pequeninha.



Mas depois que nasce... ah, tudo vale tanto a pena! E você embarca de novo, e tem outra gravidez surpreendentemente diferente.
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Dra Melania fala sobre o parto domiciliar

Eu sei que a maior parte de vocês já teve ter lido, mas essa mensagem da ruívissima e poderossísima Dra Melânia merece ser escrita em arial 80.

http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com/2010/02/palavras-de-uma-dra-que-atualiza-se.html

Leiam, leiam, leiam!

Notícia QUENTINHA, saída agora do twitter!
http://twitter.com/melamorim/status/9651348467
"Gente, a partir da próxima semana serei a mais nova colunista do Guia do Bebê. Aguardem!"
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Pagar pelo parto?

Muitas pessoas afirmam que não tem o parto natural porque não tem como pagar. 

A questão financeira é muito relativa. O que a gente vê é gente que se acomoda, que se endividou comprando o quartinho inútil. Que nunca parou para pensar que talvez o nascimento do filho seja mais importante que o carrinho de 1k reais. Falam que o médico cobra caro, mas não vai atrás. Fala que o SUS só tem açougue, mas não quer ver casa de parto porque 'não tem médico'. Fica com preconceito com obtetrizes e enfermeiras obstetras porque 'não são médicas'. Não quer pagar por atendimento porque 'tem no plano'. Não quer fazer pré-natal a muitos Kms de casa. 

Não é muita restrição, não? O médico tem que ser do convênio, ser humanista, e atender pertinho. Será que parcelar, negociar não seria sempre uma possibilidade? Eu não acredito em falta de dinheiro, acredito em prioridades diferentes. E não vejo muitas coisas mais importantes para um bebê do que um nascimento respeitoso, um peito cheio de leite e muito colo. 

E hoje, eu sinceramente estou pensando nos planos de saúde. Será que eles não são injustos para todos? Será que eu não deveria abandoná-los? Evoluindo o pensamento...
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Frank ou cesárea?

Do meu texto Parto Anormal, sei que houveram vários comentários a respeito de 'melhor marcar logo a cesárea se não puder ter um domiciliar'.

Não é bem por aí. Cesárea é cirurgia: eu acho que deveria se chamar somente 'cirurgia de extração de feto' - que é o que ela é. Não tem cirurgia de extração de ciso, cirurgia para retirada do apêndice, retirada de parte do estômago?

Se você me perguntar, eu respondo: mil vezes o meu frank a uma cesárea. Por pior que tenha sido, eu me senti orgulhosa, poderosa de ter parido meu filho. Não é bolinho, não, eu fui lá e sozinha coloquei meu filho do mundo. Sabia que se tinha dado conta do parto, dava conta de cuidar do bebê.

Os hormônios facilitam a amamentação, facilitam a vida do bebezinho. Eu pude sentir a força da natureza, por mais que tenha lutado contra ela. Sabia que meu útero era capaz, sabia que não tinha uma cicatriz em meu útero, sabia que meu corpo entraria em trabalho de parto numa próxima gravidez.

Sabia que podia contar com minha força física e mental. Foi minha prova de fogo, e eu sobrevivi. Numa força tão grande que eu não imaginei que tivesse.

A frank me atravessou, me ensinou, e levei anos para perceber que não foram as contrações a parte dolorosa. Mas a cicatriz da alma? Essa foi embora. Por pior que tenha sido, o sentimento de vitória e superação depois do parto lava a sujeira, joga para debaixo do tapete.

Nunca, em tempo algum, pensei em fazer cesárea para os próximos filhos. Eu sou uma pessoa sensata, sei que a cirurgia tem mais riscos para os bebês do que o parto com analgesia.
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Mentir a DPP, um bom truque

Isso é uma ótima dica. Não foi idéia minha, mas é genial (e no final da gravidez, crucial).

Minta a DPP. Descaradamente, coloque um mês pra frente; exceção só a equipe e marido, e grupos muito seletos.

Eu mesma adiei, mas foram muito poucos. A DPP era 26 de outubro, falava que nascia começo de novembro. Não adiantou muito, começo de outubro as pessoas ao meu redor estavam apavoradas porque eu ainda não tinha parido. Vá entender.

No final da gestação, estatisticamente você receberá uma meia dúzia de telefonemas todos os dias, perguntando se o bebê já nasceu. Todos 'extremamente preocupados', porque afinal o filho da vizinha da prima da manicure morreu porque 'passou do tempo'. E já devia ter nascido. E porque o cordão faz duzentas voltas. Porque você vai explodir e encher de estrias.

Recomendo mentir em um mês. Quem sabe você tenha menos interferências.
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Mulheres que merecem

O direito de parir deveria estar na constituição. 
'É vetado impedir uma mulher de parir dignamente, ou mesmo persuadí-la com mentiras'
Já pensou? 'tamos mesmo precisando!

Magras, altas, lindas, com 15 ou 45 anos, chatas, divertidas, extrovertidas, tímidas, evangélicas, atéias, pobre, rica, milionária. TODA mulher, por mais insuportável que seja, merece um parto digno. 

Mas algumas parecem que vão ainda mais longe. Que tem um caminho mais complicado, e digo que essas merecem AINDA MAIS. 

Vanessa, parabéns. Você mereceu o seu parto, mereceu e o recebeu. Abençoada seja tu, abençoado seja teu lar e tua família. 
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Paraquedistas do Google - Parte 2

A parte 1 está aqui.

Mais perguntas que caem aqui:


  • Paçoca, hormônios da paçoca ou qualquer variante culinária - esse blog não é de comida. O título é meramente ilustrativo. 
  • Orelha de abano - Bebês no geral tem a orelha esquisita mesmo, amassada dependendo da posição intrauterina ou como dormem. Mas tem os casos reais de orelha de abano, daí tem esse post.
  • Não quero parto normal - AZAR O SEU, doida. Não sabe o que tá perdendo. 
  • Meu médico não quer fazer cesárea - passa o endereço do seu médico, então, por favor.
  • Quadril largo melhora o parto? - Não. Próoooooximo!
  • O que acontece se assustar mulher grávida? - Ela vai te dar um tapa se leu o meu post anterior. 
  • Parto fórceps - Não é proibido. E por sinal pode ser utilizado em alguns casos específicos que podem trazer benefícios. Existem vários tipos de fórceps, não é do mal, e não é mais utilizado nas mesmas situações que antigamente. 
  • Depilação pós-cesárea - amiga, vai com calma, né.
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