Estou acompanhando um blog interessante sobre o tema, que é o bule voador. E trouxe esse texto porque religião (ou ausência de) é sim um pedaço da maternagem e passagem de valores.
Há um preconceito absurdo contra ateus. Já senti, já vi, já ouvi. Afirmar que é ateu é ser taxado de imoral, perverso, maldoso, egoísta, sem coração. Que um mundo com ateus seria caótico e sem amor. Eu, que conheço alguns vários ateus, posso afirmar que isso é uma mentira e preconceito sem tamanho. Vou falar como meus conhecidos são.
Ateus acreditam na vida. Dão a ela seu valor completo. Amam seus pais, seus parentes. Agem conforme as leis não porque uma divindade mandou, mas porque sabem que a sociedade precisa das leis. Acreditam nos humanos, onde cada um pode melhorar a vida - um dia de cada vez. Não fazem apologia à violência, à intolerância porque acreditam que a vida é única - e finita. Respeitam a natureza e as pessoas porque sabe que é parte desse todo. Eles não precisam de deus nenhum para seguirem as leis, serem bondosos e generosos.
Por que falo isso? Sou muito solidária aos ateus. Da mesma maneira que todos tem o direito de escolher a sua religião, eles tem o direito de não tê-la. Nossos filhos precisam de um mundo melhor, um mundo em que as pessoas não precisem do controle de uma divindade para fazerem seu melhor.
Ainda não tenho opinião formada sobre o quanto de religião devemos ou não passar a nossos filhos; mas sei que é impossível não passar absolutamente nada. De qualquer maneira, nossos filhos podem sim ser ateus, e isso deve ser respeitado.
Hello world!
Há 8 meses
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