'The happiest toddler on the block' - parte 2

Continuando o post anterior.... 
Descobri que o DVD se chama 'A criança mais feliz do pedaço'. Não sei dizer se é legendado ou dublado, mas tente comprar na FNAC.



Toddlers NÃO se comunicam como nós fazemos. Esta parte ainda é primitiva e, quanto mais nervoso ele estiver, mais primitiva ficará a comunicação. Não adianta querer falar 'puxa, eu sei que você quer a bola, mas não posso te dar, meu anjo'. Vai entrar assim pra ele 'blablablablablabla', e ele sentirá que você não entendeu e gritará mais. Nada é pior do que se sentir incompreendido. Para ajudar esse ponto, duas regras: a regras do fast-food toddlerese.

  • Fast-food rule (FFR) OU regra do fast-food: Sempre, SEMPRE, sempre, repetir o que ele falar, igualzinho quando o atendente quando fazemos um pedido numa lanchonete. Sempre, atendendo ou não podendo atender. Ex: a criancinha quer suco. Ele pede: 'suco'. Você comenta: 'você quer suco, né?'. Reflita com sua voz e com suas expressões exatamente o que a criança está sentindo, com um pouco menos de intensidade (para não parecer caricatura ou teatral demais). Só dê a sua resposta (sim/não/depois/etc) DEPOIS que a criança demonstrou que você entendeu o que ele quis dizer. É incrível como este simples passo, de mostrar que você entendeu o que ele desejava, evita a maior parte dos escândalos. Tem funcionado cada vez melhor, me arrependo de não saber isso quando tinha o filho mais velho. Quanto menor ou quanto mais brava estiver a criança, mais vezes provavelmente você terá que repetir, ou com mais ênfase. 
  • Toddlerese OU a língua dos toddlers OU criancês: quanto mais novo, ou quanto mais irritado ele estiver, PIOR é a comunicação. O único jeito é falar a língua primitiva deles: poucas palavras, muita repetição, muita linguagem corporal e entonação de voz. É, você vai se sentir meio panaca de fazer isso na frente dos outros, mas funciona tão bem que depois que pegamos o jeito a vergonha de falar assim é bem menor que a vergonha das birras. Ex: Filho pega pacote de bala. Você não quer comprar. Você repete: 'nenê quer bala'. Ele assente com a cabeça. Você explica: 'não pode hoje' (e faz cara de triste). Filho ameaça choro, você repete: 'nenê bala. Nenê quer MUUUUITO bala. Bala, quer bala. Agora, quer bala!!!', mostre com suas expressões e gestos, seja enfática. Repita tanto quanto necessário, ligeiramente menos expressiva que o bebê, você precisa mostrar que entendeu. Faça isso até acertar e chamar a atenção dele, que se sentirá compreendido. Quando se acalmar, explique de novo, com cara mais triste que antes: 'acabou bala, não tem bala. Nenê queria bala, mas não pode bala'. Neste ponto, obviamente a criança não vai estar feliz, mas pelo menos compreendeu. E você escapou da criança se jogar no chão freneticamente. 
Se a criança não está sendo atingida pelos itens acima, você ainda não conseguiu atingir o ponto certo. Tente com mais repetição, menos palavras, mais ênfase, menos ênfase. Treine em casa até ganhar a confiança necessária.


Ah, e se tudo mais der errado, tente a abordagem deste vídeo. hahahahahaha
As regras acima funcionam ABSURDAMENTE bem. Eu me assusto, não consigo acreditar que consigo me comunicar tão bem às vezes, e passar por tantas divergências que com certeza seriam birra na certa.
Parece que quanto maior, melhor fica. Aliás, difícil é entender o que eles querem normalmente rs.

Eu sei que está simplista, e no livro está milhares de vezes melhor explicado, com muito mais detalhes, idéias e tudo o mais. E isso daí são só os primeiros capítulos, ainda tem milhares de dicas para alimentar os bons hábitos, minimizar aquele tipo de situações irritantes e parar imediatamente em caso de quebra de regra muito rígida. Recomendo o livro de olhos fechados. Aparentemente existe uma versão do livro em português, mas me parece que está fora de publicação. Não tenho certeza, mas sempre pode tentar ser encontrado em sebos.

Alguns links zapeados do google:
Segredo de Mãe
Blog do Boock
Mães a obra

Em inglês tem vídeos:
Vídeo com o Dr. Karp (sem legendas)
Outra entrevista com o Dr. Karp (sem legendas)



'The happiest toddler on the block' - parte 1

Primeira pergunta: o que é um 'toddler'? É o nome em inglês para crianças entre 1 e 4 anos. Não tem tradução decente, e uso a palavra original. O título do livro é literalmente 'O toddler mais feliz do pedaço/quarteirão/paróquia' rs. Esse é um livro do Dr. Karp (aquele dos 5S para bebês), e recomendo FORTEMENTE para qualquer mãe e/ou pai, ou qualquer adulto que vai se aventurar com toddlers. Acho que não tem em português (só o DVD), mas nos Estados Unidos e Canadá é super baratinho.


Eu comecei a falar deste livro neste post e um trechinho neste outro



Toddlers NÃO são crianças maiores em miniaturas. Não espere um comportamento de criança maior, elas simplesmente NÃO SÃO CAPAZES disso ainda! Eles são incivilizados e praticamente todo o nosso trabalho pelos próximos anos será lidar com isso. São meninos das cavernas. Nosso trabalho não é ser chefe ou amigo, nós somos embaixadores, fazendo o possível para nos comunicarmos com esse serzinho, explicando o nosso mundo e falando o idioma dele.

Um toddler tem as emoções desbalanceadas, qualquer gatilhos faz com que elas entrem numa completa selva de emoções. Eles não conseguem ficar quietos, é da natureza deles pular, gritar, experimentar, escalar, correr, pular. De alguma maneira muito especial, eles conseguem fazer coisas que nos tiram do sério em milissegundos, provavelmente por itens no nosso subconsciente. Você nunca perdeu a paciência como perderá com seu ogro.

Eles se sentem perdidos nesse mundo adulto. Rotinas os fazem sentir um pouco mais em controle da situação. Eles perdem o dia todo, são menores, mais fracos, menos entendidos, menos tudo.




Amanhã tem mais ... ;)


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Enfim, 6 anos.


E então, 6 anos atrás eu tinha um recém-nascido, muita coragem e pouca informação.


Nem consigo acreditar que faz tanto tempo.
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Mãe, sabia que cu não existe?

Pois é, Gabriel veio me contando isso.

E eu MASCOMEQUIÉEEE????

- Mãe, não existe cu. Só tem CA, QUE, QUI, CO e não tem CU.

Mereço, viu? rs

Mamãe eu quero mamar!

Correndo entre uma aula e outra, gente, AVISO!!!!

Vocês viram que FANTÁSTICO a comentário do CQC sobre o mamaço??

http://sindromedeestocolmo.com/2011/06/os-cretinos-do-cqc-e-suas-imbecilidades-sobre-a-amamentacao/

Já ficou puta da cara? Achou lindo mandarem dar mamá no BANHEIRO? Que mulher amamentando, claro, quer se exibir.

Aí vem a crítica:
http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2011/06/cqc-anti-amamentacao-vai-pra-pqp.html

Atentem-se nos comentários que o Marcelo Tas AMEAÇA a Lola de processo! Gente?
Quer protestar? Quer ir no mamaço nacional domingo agora?

https://www.facebook.com/home.php?sk=group_183265728389220&ap=1

Sinto muito, mas nas palavras de Dave Allen sobre amamentação em públic: 'Anybody offended by it is staring too hard'. Tradução livre: qualquer um que se ofenda está olhando MUITO atentamente.

Parto em casa

Born at Home from Kat Small on Vimeo.


Minha doula repassou esse vídeo no facebook, e é lindo de verdade. Eu sei que as falas são em inglês, mas são tão poucas frases que não faz diferença saber ou não.
Mostra um parto em casa, do terceiro filho de uma moça. Doulas, parteira, filhos mais velhos, o pai, todos acompanhando e dando apoio à mãe.

Notem claramente como o corpo da mãe conduz o processo sozinho, com maestria. Notem que o trabalho de todas as outras pessoas é esperar, é amparar. O corpo, sozinho, faz tudo - e essa é a parte mágica.
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A busca de minha palavra

Sou uma apaixonada por leituras. Leio, leio, leio, no orkut, facebook, blogs, twitter, livros, revistas, qualquer papel é motivo ou desculpa. Em qualquer uma dessas trilhas, eu li um texto sobre a busca da sua própria palavra; lembro-me de o narrador/narradora explicar que encontrar sua própria palavra, aquela que nos pertence, que nos descreve, era libertador.

Esqueci autor, esqueci mídia, esqueci o título. Mas a busca continuou inquieta, ali numa sementinha que brotou e uma hora me deu um fruto. Sou única: mas quem não é. Sou concisa, sou direta, sou profunda, sou espontânea, sou feminista, sou leve. Mas nenhuma dessas palavras me faz jus.

Sou intensa.

O resto é consequência. 'Prefiro ser essa metamorfose ambulante', e tudo o que eu disser tem prazo de validade de 3 anos a partir da última vez proferida. E não ofereço garantias.
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